Com cabeça raspada, Eike Batista é levado para Cadeia Pública Bangu 9

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No inicio da tarde desta segunda-feira (30/1), o empresário Eike Batista deixou o presídio Ary Franco, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Já de cabeça raspada e uniforme de detento, ele foi colocado dentro de uma viatura, carregando um travesseiro na mão, rumo ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste.

Considerado foragido, o empresário estava em Nova York, foi preso ao desembarcar no Aeroporto do Galeão, pela manhã.

Após a triagem no Ary Franco, foi decidido que o empresário ficará na Cadeia Pública Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9. O motivo seria a falta de segurança na penitenciária.

Por não ter nível superior, Eike não pode ir para Bangu 8, mesmo presídio em que está o ex-governador Sérgio Cabral e outros presos durante as operações Calicute e Eficiência, desdobramentos da Lava Jato.

Segundo agentes do Serviço de Operação Especiais da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), que fizeram o transporte de Eike para Bangu, o Bandeira Stampa é uma cadeia em que não há domínio de facção criminosa. As celas são para até seis presos, que costumam trabalhar dentro das próprias unidades prisionais – por isso, ganharam o apelido de “faxina”.

Eike foi preso por agentes da Polícia Federal às 10h. O empresário é suspeito dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

Com cabeça raspada, Eike Batista -  Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo
Com cabeça raspada, Eike Batista – Foto: Guilherme Pinto / Agência O GloboEike
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