Saiba como se posicionaram os políticos amazonenses citados na lista de investigação do STF

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O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Procuradoria Geral da República (PGR) a investigar um total de oito ministros, três governadores, 24 senadores e 39 deputados federais de todo o país, que fazem parte da “lista de Janot”.

Do Amazonas, estão na lista de investigação do ministro: senadores Eduardo Braga (PMDB), Omar Aziz (PSD) e Vanessa Grazziotin (PCdoB), o deputado Alfredo Nascimento (PR), marido de Grazziotin, o ex-deputado Eron Bezerra (PCdoB) e o prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto (PSDB).

políticos amazonenses citados na lista de investigação do STF ? Artur Neto (PSDB), Omar Aziz (PSD), Eduardo Braga (PMDB), Eron Bezerra (PC do B), Vanessa Grazziotin (PC do B) , Alfredo Nascimento (PR)
Políticos amazonenses citados na lista de investigação do STF : Artur Neto (PSDB), Omar Aziz (PSD), Eduardo Braga (PMDB), Eron Bezerra (PC do B), Vanessa Grazziotin (PC do B) , Alfredo Nascimento (PR)

Eduardo Braga disse em nota que desconhece o conteúdo das informações que levaram a PGR a pedir abertura de inquérito. Vale destacar que a abertura de inquérito não significa que os investigados respondam por qualquer tipo crime.

Vanessa Grazziotin afirmou que as doações feitas pela empreiteira para as campanhas dela foram oficiais, declaradas e posteriormente aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Eron Bezerra, marido de Vanessa, negou contato com a Odebrecht e disse desconhecer a lista de investigação de Fachin. “Eu não tenho a menor condição de opinar [sobre isso]. Eu repito: nunca tive contato com a Odebrecht, com Camargo Correia, Gutierrez ou com qualquer empreiteira dessas, portanto não sei como apareceu meu nome em uma relação de pessoas que receberam doação. É mais uma irresponsabilidade das muitas que acontecem nessa época de caça às bruxas”, afirmou.

Omar Aziz declarou:  “que tem o dever de se defender de qualquer acusação que receba”. Ele negou relação com a Odebrecht e qualquer serviço no Amazonas com a empresa durante o período em que governou o estado.

O prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto (PSDB), também foi citado em delação. O ministro Fachin, enviou caso para instâncias inferiores, onde pessoas que supostamente teriam sido beneficidas com propina e que não possuem foro privilegiado.

Artur Neto está na lista apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em março deste ano. O prefeito de Manaus foi considerado como envolvido no esquema de dinheiro ilegal (caixa 2) e outras irregularidades montadas pela empreiteira Odebrecht no país.

O prefeito de Manaus se defendeu através das redes sociais, “E não aprecio escapismos como “primeiro consultarei os autos” ou “conversarei com meu advogado”, antes de falar publicamente sobre assunto que diga respeito a minha reputação e a minha honra” disse Artur em nota publicada em sua pagina no Facebook.

O deputado federal Alfredo Nascimento ainda não se pronunciou sobre o assunto.

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