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5º Festival Tarumã Alive traz mini documentário sobre o possível fim da maior bacia hidrográfica urbana de Manaus

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Com o alto nível de poluição na área urbana da capital, a bacia hidrográfica do Tarumã-Açu dá seus últimos suspiros e clama por ajuda. Com o objetivo de chamar atenção para o atual cenário do rio e promover a conscientização ambiental, será lançado o mini documentário durante a 5ª edição do Festival Tarumã Alive, que ocorre no próximo domingo(13).

Festival Tarumã Alive traz mini documentário – Imagem: Divulgação

Da zona Norte à zona Oeste e localizada a margem esquerda do Rio Negro, a bacia ocupa uma área total de 133.756,86 hectares e corresponde a 3,3% da área territorial do município. O canal principal é o Rio Tarumã-Açu que possui 13 afluentes: Igarapé Santo Antônio, o Igarapé Cabeça Branca, o Igarapé do São José, o Igarapé do Leão, o Igarapé do Mariano, o Igarapé do Branquinho, o Igarapé do Caniço, o Igarapé Argola, o Igarapé do Tiú, o Igarapé do Panermão, o Igarapé da Bolívia, o Igarapé do Gigante e o Rio Tarumã-Mirim, conforme pesquisa realizada pela Associação dos Engenheiros da Sabesp(AESABESP), em 2018.

Todos os anos, com a vazante do rio, o acúmulo de lixos fica exposto a céu aberto em diversos pontos de Manaus por onde flui a bacia hidrográfica. Um problema que iniciou na década de 60 e vem se arrastando ao longo dos anos. Se a situação permanecer, há um grande risco do rio se transformar em um esgoto a céu aberto como ocorreu na Bacia do São Raimundo, Igarapé do 40 e Igarapé do Mindu.

Entre os impactos ambientais já perceptíveis, apontados no estudo da AESABESP, estão os danos à flora e à fauna, remoção da camada fértil do solo, assoreamento (acúmulo de terra, lixo e matéria orgânica no fundo do rio) dos recursos hídricos através do processo de terraplenagem sem os cuidados técnicos executivos adequados para as Estações de Tratamento de Efluentes (ETE’s), rebaixamento de greide, afugentamento de fauna, entre outros.

Um problema que não pode mais ser negligenciado pelo poder público e que vem sendo trazido à tona pelo projeto Tarumã Alive.

O rio está sofrendo, sendo lesado por muitos anos. O nosso medo é que durante uma dessas secas o rio acabe voltando morto porque é isso que acontece quando o rio não consegue oxigenar. Pela primeira vez vamos mostrar o que nós vemos quando fazemos visitas naquela região, o mini documentário vai desde a nascente do Tarumã, mostrando os bairros que passam por ali para a galera entender a dimensão do problema“, explicou a cantora Márcia Novo, uma das realizadoras do Festival Tarumã Alive.

No evento, que acontece no próximo domingo(13), além da exibição do documentário também serão realizadas diversas manifestações artísticas e culturais para mostrar a problemática do Tarumã e sensibilizar a sociedade para que sejam cobradas providências das autoridades.

O festival será realizado em um barco, que sairá do Porto de Manaus e ficará em frente à Marina do Davi, e contará com atrações locais e nacionais como a cantora Lia Sophia – mais conhecida como rainha do Carimbó, Zezinho Correa, a banda Kui’á da aldeia indígena Inhãa-bé – uma das que residem na região do Tarumã e Márcia Novo. Além das participações de Jander Manauara e Magaiver da Banda Casa de Caba.

O nosso barco vai ser um barco de manifesto, estamos trazendo muitas frases impactantes para todo mundo acordar. Se a gente não fizer algo agora não sei se daqui a 5,6 anos o Tarumã vai sobreviver. Queremos recrutar tarumanos e tarumanas a lutarem por esse rio que precisa ser cuidado urgentemente“, afirmou Márcia Novo.

Festival Tarumã Alive

É um evento de conscientização e preservação ambiental que acontece todos os anos na região do Tarumã. São 24 horas de programação entre manifestações artísticas e coletas de lixo feitas em parceria com a Remada Ambiental e voluntários. Devido à pandemia, o festival será on-line este ano com uma grande ação envolvendo realizadores e público externo.

O festival inicia às 16h e será transmitido no Facebook e Youtube do Festival Tarumã Alive e no Facebook Portal BNC Amazonas.

Para acompanhar a programação e demais ações, basta acompanhar as redes sociais do Festival Tarumã Alive (Facebook e Instagram).

Festival Tarumã Alive traz mini documentário – Imagem: Divulgação
Festival Tarumã Alive traz mini documentário – Imagem: Divulgação

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