A Lenda do Curupira

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A lenda nos conta que o Curupira, é o defensor das florestas e animais, sendo ele , um dos mais populares personagens do folclore brasileiro. Nesse post falarei um pouco sobre o Curupira super-herói, mas também, sobre a origem da lenda, e um possível flagrante de um curupira de verdade.

 

De estatura baixa, possui cabelos avermelhados (cor de fogo) e seus pés são voltados para trás.
Baixo, possui cabelos avermelhados e seus pés são voltados para trás.

O Curupira gosta de sentar na sombra das mangueiras para comer os frutos. L√° fica entretido ao deliciar cada manga. Mas se percebe que √© observado, logo sai correndo, e numa velocidade t√£o grande que a vis√£o humana n√£o consegue acompanhar. “N√£o adianta correr atr√°s de um Curupira”, dizem os caboclos, “porque n√£o h√° quem o alcance”.

A função do curupira é proteger as árvores, plantas e animais das florestas. Seus alvos principais são os caçadores, lenhadores e pessoas que destroem as matas de forma predatória.

Para assustar os ca√ßadores e lenhadores, o curupira emite sons e assovios agudos. Outra t√°tica usada √© a cria√ß√£o de imagens ilus√≥rias e assustadoras para espantar os “inimigos das florestas”.

 

A Lenda

O folclore brasileiro é rico em personagens lendários e o curupira é um dos principais. De acordo com a lenda, contada principalmente no interior do Brasil, o curupira habita as matas brasileiras. De estatura baixa, possui cabelos avermelhados (cor de fogo) e seus pés são voltados para trás.

O protetor das plantas e animais da floresta 

A função do curupira é proteger as árvores, plantas e animais das florestas. Seus alvos principais são os caçadores, lenhadores e pessoas que destroem as matas de forma predatória.

Para assustar os ca√ßadores e lenhadores, o curupira emite sons e assovios agudos. Outra t√°tica usada √© a cria√ß√£o de imagens ilus√≥rias e assustadoras para espantar os “inimigos da florestas”. Dificilmente √© localizado pelos ca√ßadores, pois seus p√©s virados para tr√°s servem para despistar os perseguidores, deixando rastros falsos pelas matas. Al√©m disso, sua velocidade √© surpreendente, sendo quase imposs√≠vel um ser humano alcan√ß√°-lo numa corrida.

De acordo com a lenda, ele adora descansar nas sombras das mangueiras. Costuma também levar crianças pequenas para morar com ele nas matas. Após encantar as crianças e ensinar os segredos da floresta, devolve os jovens para a família, após sete anos.

Os contadores de lendas dizem que o curupira adora pregar pe√ßas naqueles que entram na floresta. Por meio de encantamentos e ilus√Ķes, ele deixa o visitante atordoado e perdido, sem saber o caminho de volta. O curupira fica observando e seguindo a pessoa, divertindo-se com o feito.

O Curupira existe na realidade? 

N√£o podemos esquecer que as lendas e mitos s√£o est√≥rias criadas pela imagina√ß√£o das pessoas, principalmente dos que moram em zonas rurais. Fazem parte deste contexto e geralmente carregam explica√ß√Ķes e li√ß√Ķes de vida. Portanto, n√£o existem comprova√ß√Ķes cient√≠ficas sobre a exist√™ncia destas figuras folcl√≥ricas.

Porém, recentemente começou a circular na internet a imagem de um curupira de verdade. Alguns dizem que é apenas montagem, outros dizem que é real!

Flagrante: Curupira de verdade
Flagrante: Curupira de verdade

 

Além disso, existe uma variação de nomenclatura.

√Č um Mito do Brasil que os √≠ndios j√° conheciam desde a √©poca do descobrimento. √ćndios e Jesu√≠tas o chamavam de Cai√ßara, o protetor da ca√ßa e das matas.

√Č um an√£o de Cabelos Vermelhos com Pelo e Dentes verdes. Como protetor das √Ārvores e dos Animais, costuma punir os agressores da Natureza e o ca√ßador que mata por prazer. √Č muito poderoso e forte.

Os contadores de lendas dizem que o curupira adora pregar peças naqueles que entram na floresta.
Os contadores de lendas dizem que o curupira adora pregar peças naqueles que entram na floresta.

Seus p√©s voltados para tr√°s servem para despistar os ca√ßadores, deixando-os sempre a seguir rastros falsos. Quem o v√™, perde totalmente o rumo, e n√£o sabe mais achar o caminho de volta. √Č imposs√≠vel captur√°-lo. Para atrair suas v√≠timas, ele, √†s vezes chama as pessoas com gritos que imitam a voz humana. √Č tamb√©m chamado de Pai ou M√£e-do-Mato, Curupira e Caapora. Para os √ćndios Guaranis ele √© o Dem√īnio da Floresta. √Äs vezes √© visto montando um Porco do Mato.

Uma carta do Padre Anchieta datada de 1560, dizia: “Aqui h√° certos dem√īnios, a que os √≠ndios chamam Curupira, que os atacam muitas vezes no mato, dando-lhes a√ßoites e ferindo-os bastante”. Os √≠ndios, para lhe agradar, deixavam nas clareiras, penas, esteiras e cobertores.

De acordo com a crença, ao entrar na mata, a pessoa deve levar um Rolo de Fumo para agradá-lo, no caso de cruzar com Ele.

Nomes comuns: Caipora, Curupira, Pai do Mato, Mãe do Mato, Caiçara, Caapora, Anhanga, etc.

Origem Prov√°vel

√Č oriundo da Mitologia Tupi, e os primeiros relatos s√£o da Regi√£o Sudeste, datando da √©poca do descobrimento, depois tornou-se comum em todo Pa√≠s, sendo junto com o Saci, os campe√Ķes de popularidade. Entre o Tupis-Guaranis, existia uma outra variedade de Caipora, chamada Anhanga, um ser maligno que causava doen√ßas ou matava os √≠ndios. Existem entidades semelhantes entre quase todos os ind√≠genas das am√©ricas Latina e Central. Em El Salvador, El Cipit√≠o, √© um espir√≠to tanto da floresta quanto urbano, que tamb√©m tem as mesmos atibutos do Caipora. Ou seja p√©s invertidos, capacidade de desorientar as pessoas, etc. Mas, este El Cipit√≠o, gosta mesmo √© de seduzir as mulheres.

Conforme a região, ele pode ser uma mulher de uma perna só que anda pulando, ou uma criança de um pé só, redondo, ou um homem gigante montado num porco do mato, e seguido por um cachorro chamado Papa-mel.

Também, dizem que ele tem o poder de ressuscitar animais mortos e que ele é o pai do moleque Saci Pererê.

Nomes comuns: Caipora, Curupira, Pai do Mato, Mãe do Mato, Caiçara, Caapora, Anhanga, etc.
Nomes comuns: Caipora, Curupira, Pai do Mato, Mãe do Mato, Caiçara, Caapora, Anhanga, etc.

Há uma versão que diz que o Caipora, como castigo, transforma os filhos e mulher do caçador mau, em caça, para que este os mate sem saber.

O Curupira tamb√©m pode encantar os adultos. Em muitos casos contados, o Curupira mundia os ca√ßadores que se aventuram a permanecer no mato nas chamadas horas mortas. O encantado tenta sair da mata, mas n√£o consegue. Surpreende-se passando sempre pelos mesmos locais e percebe que est√° na verdade andando em c√≠rculos. Em algum lugar bem pr√≥ximo, o Curupira est√° lhe observando: “estou sendo mundiado pelo Curupira”, pensa o encantado.

Da√≠ s√≥ resta uma alternativa: parar de andar, pegar um peda√ßo de cip√≥ e fazer dele uma bolinha. Deve-se tecer o cip√≥ muito bem, escondendo a ponta de forma que seja muito dif√≠cil desenrolar o novelo. Depois disso, a pessoa deve jogar a pequena bola bem longe e gritar: “quero te ver achar a ponta”. A pessoa mundiada deve aguardar um pouco para recome√ßar a tentativa de sair da mata.

Diz a lenda que, de tão curioso, o Curupira não resiste ao novelo. Senta e fica lá entretido tentando desenrolar a bola de cipó para achar a ponta. Vira a bola de um lado, de outro e acaba se esquecendo da pessoa de quem malinou. Dessa forma, desfaz-se o encanto e a pessoa consegue encontrar o caminho de casa.

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