Amazonas Terra do Curling

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Ex-aluno da SEDUC, José Fernandes, 23, é o tipico atleta Amazonense que fez a sua história sem depender da ajuda do governo; movido pela paixão e vontade de mudar de vida, José ouviu muitas risadas de seus amigos enquanto ele morava ainda em Barreirinha, uma cidade do Estado do Amazonas que se localiza a leste de Manaus, capital do estado, distando desta cerca de 331 quilômetros.

Em 2010, o presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG) revelou que assim que os Jogos Olímpicos de Vancouver acabaram, em fevereiro, jogadores de outros Estados se ofereceram para formarem a Seleção masculina adulta. Porém, a CBDG recusou a priore a proposta de José Fernandes.

Em 2012, o Amazonense conseguiu ingressar na seleção brasileira, e hoje ele representa o Amazonas no Mundial Masculino de Curling, que está sendo disputado em Victoria, no Canadá. O torneio, que reúne 12 países, termina no dia 7 de abril e tem o Canadá na liderança do campeonato.

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Os jogadores acreditam que devido sua técnica e carisma ele é fundamental para o time. A Seleção Brasileira de curling treina desde 2007 em Quebec, no Canadá, com a ajuda de um clube da cidade. Ela é atualmente composta por Celso Kossaka,  Luis Augusto Silva, José Fernandes, César Santos, Marcelo Mello e o treinador canadense Mark Richard.

Seleção Brasileira de Curling conta com um Amazonense
Seleção Brasileira de Curling conta com um Amazonense

O aparentemente fácil ato de empurrar chaleiras e varrer gelo exige preparação física intensa. O grupo brasileiro treina cerca de quatro vezes por semana, em Sherbrook – onde a maioria mora. Além dos encontros, os atletas praticam musculação – para fortalecer as pernas – e alguma atividade aeróbica paralela para não vacilar na corrida com a vassourinha.

A preparação, porém, tem data para começar e terminar. Por ser um esporte típico de inverno, os clubes abrem em setembro, início da estação no Hemisfério Norte, e fecham em abril. Apesar da relativa facilidade em criar condições para o curling – que só exige uma quadra fechada com gelo –, no Brasil ainda não existe um lugar onde se possa praticar o esporte. Mas não faltam planos para divulgar o curling no país. E pode começar por aqui.

– Tenho projetos para fazer uma competição de apresentação em alguma cidade fria, como Barcelos (AM), onde já há um terreno da Confederação que deverá abrigar a primeira quadra do esporte, ou Eirunepé – afirma Fernandes.

Amazonense de Barreirinha rouba a cena no Mundial Masculino de Curling
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