Após o massacre do início do ano, revistas em presídios do Amazonas aumentaram 309%

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Após o massacre que balançou o sistema penitenciário amazonense no primeiro dia do ano, que resultou na morte e na fuga de dezenas de detentos, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) intensificou a fiscalização na revista.

De janeiro a setembro, o número de revistas em unidades prisionais do Amazonas aumentou 309%. Foram 45, no total, contra 11 realizadas no mesmo período em 2016.

As revistas tiveram o apoio da Polícia Militar do Amazonas, das Forças de Segurança do Estado e do Exército Brasileiro.

Esse trabalho, segundo a pasta, também refletiu no crescimento de 26% nas apreensões de objetos não permitidos com visitantes, o que é considerado infração penal. Foram flagrados com amigos e familiares de presos 1.189 materiais ilegais. No ano passado, foram 947.

De acordo com o secretário da Seap, coronel Cleitman Coelho, que deixou recentemente o cargo, as revistas tinham o objetivo, também, de retirar todo e qualquer material ilícito das unidades e evitar casos de escavação de túneis, grades serradas, produção de teresas – uma espécie de corda – e outros meios que possibilitassem que os presos tivessem êxito em planos de fuga.

Os entorpecentes estão entre os materiais mais apreendidos em 2017. Foram 614 porções e trouxinhas. Além disso, foram identificados 165 chips de celulares e 75 aparelhos celulares.

Os visitantes flagrados foram encaminhados às delegacias para os procedimentos cabíveis.

Complexo Penitenciário Anísio Jobim / Divulgação
Complexo Penitenciário Anísio Jobim / Divulgação

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