Arena da Amaz√īnia: preju√≠zo de R$ 3 milh√Ķes em 2015. E isso s√≥ aumenta

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Ap√≥s a Copa do Mundo do Brasil, havia o temor de que a Arena da Amaz√īnia, constru√≠da para o Mundial ao custo de R$ 669 milh√Ķes, se tornaria um elefante branco, j√° que o Amazonas n√£o possui futebol de primeira linha e nenhum time nas tr√™s principais s√©ries do Brasileiro. Por√©m, no segundo semestre do ano passado, jogos de grandes clubes do Sudeste e shows garantiram receitas que empataram com as despesas de manuten√ß√£o (R$ 1,4 milh√£o/m√™s) fechando bem o ano de 2014. Veio 2015. A organiza√ß√£o de um torneio de ver√£o reunindo Flamengo, Vasco e S√£o Paulo no in√≠cio do ano parecia ser um bom come√ßo, com R$ 325 mil entrando nos cofres. Mas o cinto apertou. A crise econ√īmica e a falta de eventos colocaram a Arena sob fogo. Apenas outros nove eventos ocorreram depois daquele triangular e o lucro, somado, n√£o chegou a R$ 200 mil.

Assim, nem mesmo o corte nas despesas do est√°dio (quase 50% em rela√ß√£o a 2014) fazem a conta fechar.¬† Isso pode ser observado no n√ļmero apresentado pelo jornal Di√°rio da Manh√£, de Manaus. Nele, a Funda√ß√£o Vila Ol√≠mpica (FVO), que administra o est√°dio e os outros complexos criados para a Copa (quatro CTs e dois est√°dios de pequeno porte), teve despesas at√© setembro de R$ 3,8 milh√Ķes. A arrecada√ß√£o total dos eventos pouco passou dos R$ 500 mil. Um preju√≠zo exato de R$ 3.287.907,50.

E o rombo s√≥ aumentar√°. Com a elimina√ß√£o do Nacional na S√©rie D do Brasileiro, na semana passada, n√£o h√° previs√£o de jogos em Manaus (exceto se o FVO conseguir fechar algum acordo para levar uma ou duas partidas da S√©rie A para a Arena) e s√≥ h√° agendado um show (Arena Rock Fest, em novembro). Com isso, a conta ficar√° no vermelho, batendo na casa dos R$ 5 milh√Ķes.

– Na minha opini√£o, o governo deve tratar a Arena como mais um filho. As despesas de manuten√ß√£o e seguran√ßa que tem no est√°dio ele tamb√©m tem nas outras secretarias e bens p√ļblicos. Em nenhum desses locais a imprensa considera isso como um preju√≠zo. N√£o podemos chamar estes custos fixos como um investimento? – disse Aly Almeida ao Di√°rio, diretor-presidente FVO, tentando arranjar uma forma de tentar atenuar os n√ļmeros catastr√≥ficos do preju√≠zo.

Aly diz que a FVO n√£o tem a obriga√ß√£o de colocar p√ļblico na Arena e que isso deveria ser feito por empres√°rios, mas observa que h√° duas alternativas para a redu√ß√£o do deficit enquanto os grandes eventos n√£o voltam:

РA primeira seria uma grande empresa tomar conta da Arena. A outra seria vender espaço publicitário na frente do estádio, contratando com licitação uma agência para isso. Quem não quer fazer propaganda na frente ao estádio, se por ali passam 300 mil carros, comentou Aly, que também leva fé no aluguel do espaço da Arena para ensaios fotográficos de casamentos, noivados, aniversários ao custo de R$ 200/hora para fazer um pouco mais de caixa, assim como visitas guiadas (R$ 10).

Porém, estes paliativos não bastam para que saciar a gula de despesas deste anunciado elefante branco que em 2016 deverá ter um refresco por causa dos jogos do futebol olímpico (o estádio é uma das sedes), E que depois ninguém sabe o que esperar.

Arena da Amaz√īnia Foto: Isabella Pina
Arena da Amaz√īnia
Foto: Isabella Pina

Fonte : Uol

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