As curiosidades por tr√°s dos n√ļmeros

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Nas escola aprendemos que h√° n√ļmeros especiais. Conforme s√£o apresentados como verdades absolutas, diversas perguntas surgem: “como algu√©m pensou nisso”, “para que serve”, “por que eu preciso aprender”, e por a√≠ vai. O fato √© que esse n√ļmeros “m√°gicos” n√£o brotaram da imagina√ß√£o de uma mente brilhante e desocupada e nem existem por acaso. S√£o valores obtidos a partir de experimenta√ß√£o cient√≠fica e encurtam caminhos.

H√° uma enorme quantidade desses n√ļmeros, para todos os usos, principalmente na matem√°tica, f√≠sica, qu√≠mica, engenharia e finan√ßas. Neste artigo trouxemos alguns exemplos mais pr√≥ximos do nosso dia a dia, com dicas e curiosidades sobre cada um deles.

PI ou ŌÄ

Mosaico na entrada do prédio da Matemática na Universidade Técnica de Berlim / Foto : Holger Motzkau
Mosaico na entrada do prédio da Matemática na Universidade Técnica de Berlim / Foto : Holger Motzkau

Esse talvez seja um dos mais famosos e também um dos primeiros que nosso professor de matemática nos ensinou. Seu valor aproximado é 3,14159.

O n√ļmero PI define a rela√ß√£o entre a circunfer√™ncia e o di√Ęmetro de um c√≠rculo. Complicado? Vamos simplificar: pegue uma laranja e tire a casca precisamente no seu meio, fazendo uma fita com ela. Se a laranja tiver 10 cm de di√Ęmetro, essa fita ter√° exatamente 31,4159 cm de comprimento.

O PI ajuda a criar mecanismos de engrenagens que funcionem perfeitamente, pois permite definir com precis√£o o di√Ęmetro de cada uma delas. Voc√™ n√£o iria querer um rel√≥gio que estivesse sempre atrasado ou adiantado, certo?

O fen√īmeno azul e 7

Essa n√£o √© exatamente uma verdade cient√≠fica. Mas desde a d√©cada de 1970 in√ļmeros estudos mostram que, quando solicitadas a fazer uma escolha aleat√≥ria, as pessoas escolhem desproporcionalmente a cor azul e o n√ļmero 7. O fen√īmeno foi documentado ao longo dos anos, como no The Journal of General Psychology, na US National Library of Medicine e no infogr√°fico da Betway, que destaca por exemplo como o 7 √© associado ao n√ļmero de cores do arco-√≠ris e de dias da semana.

N√£o existe uma explica√ß√£o universal para o fen√īmeno, mas os pesquisadores t√™m algumas suposi√ß√Ķes. Uma delas √© que o n√ļmero 7 significa sorte em muitas culturas e a cor azul n√£o est√° relacionada a nenhum tabu. Mas nunca saberemos ao certo.

Velocidade da luz

J√° que o assunto √© velocidade, que tal falar um pouco de uma que √© presen√ßa garantida nos filmes espaciais, como Star Wars e Star Trek? Cada um ao seu jeito, encontra meios para romp√™-la e percorrer os milh√Ķes e milh√Ķes de quil√īmetros de dist√Ęncia entre uma gal√°xia e outra.

Voltando ao planeta Terra, o físico Albert Einstein definiu a velocidade da luz como constante no vácuo, e a partir dela estabeleceu a equação da sua famosa Teoria da Relatividade: E=mc2.

O valor novamente pode variar, e é de aproximadamente 300.000 km/s. Agora talvez fique mais fácil entender porque nos filmes eles fiquem lá parados enquanto os computadores a bordo da nave calculam a rota. Uma trombada a essa velocidade em qualquer objeto não daria bom resultado.

A luz versus o som

Foto: Pixabay
Trov√£o e Rel√Ęmpago / Foto: Pixabay

Voc√™ j√° notou que quando um raio ou rel√Ęmpago surge, o barulho vem um tempo depois? Isso √© causado pela enorme diferen√ßa entre as velocidades da luz e do som.

Quando o fen√īmeno ocorre, a luz dispara a 300.000 km/s e chega aos nossos olhos quase que instantaneamente. O som vem logo atr√°s, mas com “apenas” 340 m/s pode levar alguns segundos para chegar.

Uma coisa interessante de fazer √© contar quantos segundos o som leva para chegar a partir de dois rel√Ęmpagos. Se o tempo do primeiro for menor do que o do segundo, corra porque a tempestade est√° se aproximando. Se for maior, ela estar√° se afastando.

Googol e Google

Em 1938, o matem√°tico da Universidade da Columbia Edward Kasner, pediu para que seu sobrinho de oito anos desse um nome para um n√ļmero muito grande. O valor era 10 elevado a pot√™ncia de 100, ou melhor, o n√ļmero 1 seguido de 100 zeros.

Diferente dos outros, o Googol não veio de uma experimentação e nem tinha nenhuma aplicação prática em fórmulas. O objetivo, na verdade, era criar uma referência arbitrária para algo que fosse muito, mas muito grande, mas ainda assim abaixo do infinito.

Anos depois, dois rapazes tiveram a ideia de desenvolver um buscador para a Internet e, como imaginavam que seria uma base de dados muito, mas muito grande, resolveram brincar com o nome Googol e assim nascia o Google.

H√° muitos outros exemplos de n√ļmeros importantes na ci√™ncia que nos afetam mais do que imaginamos. Eles est√£o presentes em nosso dia a dia, mas vamos deixar isso para engenheiros, matem√°ticos, f√≠sicos, qu√≠micos, estat√≠sticos‚Ķ.. Certo?

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