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Atendimento da prefeitura a indígenas venezuelanos é destacado pela Organização das Nações Unidas

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A transferência gradativa de indígenas venezuelanos para um novo abrigo, coordenada pela Prefeitura de Manaus, teve o reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a instituição internacional, a realocação de 158 migrantes da etnia warao para um sítio no bairro Taruma-Açu, zona Oeste, intensifica a resposta do município ao fluxo de deslocamento de refugiados para a cidade, que teve início em 2017.

Foto: Ione Moreno / Semcom

“Desde o início da migração venezuelana para Manaus temos nos empenhado para oferecer ajuda humanitária. Inauguramos mais um abrigo para acolher indígenas venezuelanos da etnia warao, com apoio de agências das Nações Unidas. Fico feliz em podermos oferecer nossa solidariedade e ajudar nossos irmãos estrangeiros, que buscam uma vida mais digna”, destacou o prefeito Arthur Virgílio Neto em suas redes sociais, ao compartilhar a publicação feita pela ONU Brasil.

Na terça-feira, 14/7, um total de 35 famílias que estavam em dois espaços de acolhimento provisório nos bairros Compensa e São Jorge foi transferido ao novo abrigo, sob coordenação da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc). A ação contou com o apoio de organizações como o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), Organização Internacional para Migrações (OIM), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Fundo de Populações das Nações Unidas (Unfpa), além do Instituto Mana, Adra e Aldeias Infantis SOS.

Segundo a assistente sênior de proteção da Acnur, Juliana Serra, Manaus foi uma das primeiras cidades a montar um plano de atendimento aos migrantes venezuelanos. “O trabalho da Prefeitura de Manaus tem sido positivo e o novo abrigo é uma conquista, pois dá acesso a diversos serviços levando em conta o aspecto cultural, com uma maior proximidade com a biodiversidade”, frisou Juliana, relembrando o documento de reconhecimento que o prefeito Arthur recebeu da Acnur em 2018, pelas ações municipais em atenção aos migrantes.

Foto: Ione Moreno / Semcom

A ONU Brasil considerou que o novo espaço vai aprimorar o acolhimento de indígenas venezuelanos da etnia warao na capital, contando com uma área de seis mil metros quadrados, que inclui três redários, 22 banheiros, refeitório para 120 pessoas sentadas, quadra de esporte, cisterna de 200 mil litros para abastecimento, além de salas administrativas e de atendimento psicossocial.

Famílias de outros três espaços provisórios de acolhimento, implantados como medida emergencial durante a pandemia de Covid-19, também devem ser transferidas ao sítio no Taruma-Açu. Uma nova ação deve acontecer até o final do mês, garantindo os direitos sociais e reduzindo os riscos de contágio pelo novo coronavírus.

“A sensibilidade em acolher a população warao é evidente na gestão do prefeito Arthur Neto juntamente com a presidente do Fundo Manaus Solidária, a primeira-dama Elisabeth Valeiko Ribeiro. Aqui nesse espaço, damos continuidade no serviço da rede socioassistencial, trabalhando com uma equipe multidisciplinar de psicólogos, assistentes sociais, cuidadores entre outros. Alimentação também é garantida com preparação de café da manhã, almoço e jantar”, disse a secretária da Semasc, Suzy Zózimo.

Foto: Ione Moreno / Semcom

Marcelino Moraleda, de 34 anos, chegou em Manaus em abril de 2017, com sua esposa e quatro filhos. O venezuelano relata a experiência de sua família em seus primeiros dias no sítio. “Eu e os outros indígenas estamos bem, pois a organização tem nos dado soluções em educação, saúde, segurança. Aqui estamos bem abrigados e agradecemos o apoio da prefeitura, que tem nos atendido com dignidade”, disse o indígena.

Solidariedade

Durante o período de agravamento da pandemia, além da implantação de abrigos provisórios emergenciais, o município também criou a campanha #ManausSolidária, sob gerência da primeira-dama Elisabeth Valeiko Ribeiro. O projeto arrecada doações de alimentos, roupas e itens de higiene, que são destinados a pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social, afetados, mais ainda, pelos impactos econômicos da doença, o que inclui a população warao.

As doações físicas podem ser entregues, diretamente, no drive-thru solidário montado no hall de entrada do auditório Isabel Victoria de Mattos Pereira do Carmo Ribeiro, na sede da prefeitura, na Compensa, zona Oeste, de 9h às 13h, de segunda a sexta-feira.

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Texto – Alan Marcos Oliveira e Thais Waughan / Semcom

Fotos – Ione Moreno / Semcom

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