Ator porno processa parceira branca ap√≥s ela o chamar de ‘neg√£o’ na cama

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O ator Maurice McKnight, conhecido em seus filmes adultos por “Moe the Monster” (“Moe, o Monstro‚Äô‚Äô, em portugu√™s), entrou em uma confus√£o do tamanho do mundo. O ator entrou com processo contra a DF Productions e sua ex-parceira de filme.

A alega√ß√£o do ator √© que o diretor James Joseph Camp tenha instru√≠do a sua parceira branca, a co-estrela identificada como Debora Hinkle , a cham√°-lo pela palavra “N” diversas vezes, durante um dos filmes em que contracenaram.

O termo, considerado por muitos ofensivo, √© comumente usado nos Estados Unidos para substituir o termo, popularmente preconceituoso, “nigger”, que em portugu√™s seria equivalente a “neg√£o” ou “crioulo”.

Palavra usada pela atriz branca é 'n', termo considerado preconceituoso por parte da sociedade norte-americana.
Palavra usada pela atriz branca √© ‘n’, termo considerado preconceituoso por parte da sociedade norte-americana.

Maurice revelou que durante o filme, que foi lançado em julho de 2017, a atriz que foi sua companheira em uma das cenas, lhe ofendeu e o humilhou. Entretanto, a atriz falou que fazia parte do roteiro do filme e que ele, caso quisesse contestar, deveria fazê-lo com o diretor.

O ator, ent√£o, pediu para que a produtora n√£o lan√ßasse o v√≠deo, porque n√£o estava confort√°vel com o modo como foi tratado durante as filmagens. “Eu n√£o me importo se eles n√£o acham ofensivo, eu acho. N√£o me senti bem, eu disse para eles”, disse McKnight.

O problema √© que o v√≠deo no qual o ator supostamente sofreu preconceito n√£o est√° mais online. A DF Productions, por sua vez, tem um conte√ļdo exclusivo para assinantes, e alegou ter exclu√≠do o v√≠deo assim que tomou conhecimento do descontentamento do ator com a cena mencionada no processo.

Maurice McKnight, em entrevista, ainda disse: “N√≥s, atores negros de filmes adultos, sofremos com o preconceito todos os dias. Somos humilhados para trazer dinheiro √†s empresas que lucram com este sentimento de √≥dio. Quero que esse processo ande para que essas palavras sejam eliminadas de uma vez por todas da ind√ļstria de filmes adultos.”

A prova trazida pelos advogados do ator no processo são algumas mensagens de texto enviadas em dezembro de 2017, cinco meses depois que o filme foi ao ar, nas quais Maurice pede a exclusão dos vídeos. A resposta do diretor, em outras palavras, foi de que Moe precisava parar de reclamar, que ele concordou com os termos antes do filme ser lançado e que iria processá-lo se ele não parasse de ameaçar a produtora.

O processo foi divulgado pela primeira vez nessa quinta-feira, dia 19, pelo jornal estadunidense New York Daily News (integra do processo disponível no site do jornal). A defesa do produtora DF ainda não foi ouvida.

O documento pode ser acessado no link abaixo:

 

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