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Barco do ICMBio é incendiado em novo ataque em Humaitá no Amazonas

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No sábado (28) um barco do Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade (ICMBio) atracado na região de Humaitá, no sul do Amazonas, foi incendiado em uma continuação da série de ataques que teve início na sexta-feira, 27, contra órgãos ambientais do governo federal no local.
Não houveram registro de feridos.

Na sexta, no final da tarde, as sedes e carros do instituto e do Ibama foram incendiados em retaliação à operação Ouro Fino, que combatia ao longo da semana o garimpo ilegal de ouro no Rio Madeira.

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

No sábado (28), enquanto as Polícias Federal e Rodoviária Federal, a Força Nacional e a Polícia Militar retomavam o controle da cidade, cerca de 30 funcionários dos órgãos ambientais foram levados escoltados para Porto Velho. O barco, foi usado durante a operação e estava atracado fora da cidade, e foi totalmente destruído pelo fogo.

No início da tarde, o secretário de Segurança do Amazonas, Bosco Saraiva, em entrevista para jornais locais, questionou a ação do Ibama de queimar balsas de garimpeiros e sugeriu que o ataque da população se deu em reação a isso.

Luciano Evaristo, diretor de Proteção Ambiental do Ibama, justificou a ação. “O objetivo era apreender as balsas que estavam na Floresta Nacional de Humaitá, uma unidade de conservação, onde o garimpo é ilegal. Eram 39. Oito não conseguimos puxar, por um problema no rebocador, e optamos por destruí-las”, disse.

Evaristo classificou o ato como “a maior inversão de valores” que ele disse ter visto ao longo de 40 anos como servidor público. “É o bandido protestando pelo direito dele de continuae sendo bandido”, disse.

Segundo ele, a ação mais racional seria questionar na justiça a queima das balsas. “Se o Ibama errou, se por um acaso se tratassem de pessoas atuando legalmente, o Ibama teria de reembolsá-los. O cara tem de fazer sua defesa e requer indenização. Em vez disso foram destruir tudo, é um cometimento terrorista”, diz.

Evaristo e Ricardo Soavinski, presidente do ICMBio, afirmaram que as ações de combate ao garimpo vão continuar.

Os dois órgãos atacados também se manifestaram por meio de nota:

“Essa atividade ilegal é altamente impactante e causa graves danos ao meio ambiente e à saúde humana, além do risco à navegação. Normalmente associado a diversos outros crimes como contrabando e sonegação fiscal, o garimpo ilegal financia a grilagem de terras e contribuiu para o aumento da violência no campo. Este cenário exige atuação firme das instituições públicas.”

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