Barragens na Amazônia podem se romper a qualquer momento

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No dia (6/11), em Manaus, na audiência pública “Impactos ambientais da instalação das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau na calha do Madeira”, proposta pelo deputado estadual Dermilson Chagas (PDT-AM), o doutor em Biologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Philip Fearnside, alertou que hidrelétricas, na Amazônia, não resistirão a grandes enchentes.

Segundo o pesquisador, as hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau não estão preparadas para as possíveis grandes enchentes e as consequências para a região e sua população são imprevisíveis, na região moram aproximadamente 200 mil pessoas. De acordo com o doutor Philip, a falta de uma avaliação séria antes da obra colocou as barragens sob risco de rompimento e estudos não levaram em consideração as mudanças que o clima sofreria no futuro.

As declarações são preocupantes, pois na ultima quinta-feira (5/11), um grande desastre ocorreu em Minas Gerais, quando as barragens do Fundão e de Santarém, se romperam e despejaram 62 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério e água sobre uma cidade inteira, até agora o numero de desaparecidos ainda é grande.

As hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau sob risco de desastre
As hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau sob risco de desastre

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