Bodósalmorado e Ticapacú – oS vampiroS amazonenseS

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Bem, você já parou pra pensar como seria um Vampiro Amazonense? Ou melhor, como seria a conversa e a aventura de dois vampiros amazonenses?

Você que gosta de ler contos com certeza irá se interessar por esses dois vampiros caboquinhos. Eles se chamam Bodósalmorado e Ticapacú! Oi?? Bem… é isso mesmo… O nome dos nossos vampiros amazonenses são dificéis para pronunciar até por nós mesmos amazonenses. Mas e daí né?!

A história dos vampiros amazonenses é escrita pela Yana Bentes. Muitos dizem que é bem melhor do que crepúsculo, eu particularmente não teria nem coragem de comparar com crepúsculo até porque isso é muito melhor do que crepúsculo.

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Esse conto mostra a aparição dessa dupla cabocla que apavora as redondezas do igarapé do Mestre Chico. O mais legal é que se você não for amazonense, provavelmente não entenderá muito a estória, de qualquer forma, TENTE!

Na boca da noite de uma sexta-feira 13 germinou na beira do Igarapé do Mestre Chico algo envolto em névoa, ( Névoa ?_ Eu iria dizer fumaça, mas achei chique escrever névoa) emerge TICAPACÚ E BODÓSALMORADO oS VampiroS AmazonenseS.

A poucos metros dali, seu Estanyslaw um pescador e morador das redondezas, voltando de uma pescaria observa a marmota, e diz: Vigemaria! Que gente mais bisonha…”

Seu Estanyslaw se aproxima meio cabreiro, tremendo mais do que vara verde, aborda os dois sujeitos:– Boa noite parente, me chamo Estanyslaw e sou pescador e vocês quem são?

Os dois respondem:- Boa noite!

Ticapacú com seus pensamentos oriundo fica a pensar ( saaaaangue! Saaaaaangue!) Mas controla-se e responde: Eu me chamo Ticapacú e esse é meu irmão mais novo Bodósalmorado e somos…
Bodósalmorado e Ticapacú os vampiros amazonenses

Bodósalmorado interrompe a conversa e diz: Ei parente (direcionando as palavras a seu Estanyslaw), tu não tem sangue ai não? Tô varado de fome…

Seu Estanyslaw acha graça e pergunta a Ticapacú: Ei bicho, esse teu irmão ai ta de porre, é??”

 

Ticapacú diz: Não, nós somos vampiros e precisamos de sangue para nos alimentarmos, o senhor poderia deixar a gente chupar seu pescoço??

Seu Estanyslaw acha graça mais uma vez e diz: Seus lombrados!! Vamos lá em casa que melhor que sangue é o jaraquí frito com baião que a minha mulher faz…
Ajudem-me aqui com as tarrafas e as zagaias, moro aqui na biqueira do Igarapé!

Os dois sem opção, auxiliam e seguem Seu Estanyslaw. Ele morava em uma casinha humilde, que de longe parecia mingau de arraial: só canela!
Eles arrudearam e ficaram de frente a porta. Toc, Toc.. ”Quem é? Sou eu mulher abre aqui…”

A cada passo que a mulher dava ouvia-se o ranger das tábuas. Ao chegar à porta da frente onde eles esperavam ansiosos, ouve-se um barulho – strague, strague- era o ferrolho sendo aberto.

Quando ela escancara a porta e se depara com seu marido e os dois vampiros ela assustada, grita: “Entra homi’’, “Entra homi’’, que vou desce-lhe o cacete nesses galerosos! ( a mulher, com uma das mãos segurava um remo, na outra um terçado. A bicha era bruta!)

E os dois gritam em coral: ”Êêêêê caroço!”

Seu Estanyslaw fala para a mulher: Perainda caboca! Eles não são geleroso não, esses dois estão lombrados mais são chibata! Trouxe eles pra brocar o jaraquí que tu faz…

Então volta-se para os dois e diz: Ticapacú e Bodosalmorado essa é minha mulher Mixiquitaia..

Nisso seu Estanyslaw entra da um beijo na testa da sua esposa e convida os dois para entrarem… Eles adentram meio cabreiro. Ela acende uma vela para alumiar a cozinha e distribui os pratos na mesa. Seu Estanyslaw senta na cabeceira da mesa, e os dois vampiros do lado direito em alguns instantes os três começam a contar abacaba na mesa. A vela sobre a mesa começa a incomodar Bodósalmorado que pergunta a seu Estanyslaw se pode apagá-la, pois vampiros não gostam de luz…

Seu Estanyslaw responde: Mas caboco, como tu vai conseguir comer peixe no escuro?”

Bodósalmorado diz: Bem eu nunca comi esse tal de jatirí… e Ticapacú diz: É jaraqui seu leso! E outra coisa, o que nos incomoda é luz do sol e não luz de velas…”

Bodósalmorado diz: Eu tô sentado aqui no canto e o calor da vela esta me queimando, daqui a pouco vou precisar ir no 28 de Agosto. Já imaginou o 28 de Agosto em plena sexta-feira a noite? No máximo que vou encontrar lá é um médico e ele não vai querer cuidar das minhas queimaduras e sim serrar meus dentes.

Seu Estanyslaw e D. Mixiquitaia aceitam cear com a vela apagada. Ticapacú e Bodósalmorado sabem que essa é a hora de atacar os dois ribeirinhos e sugar um pouco de sangue como sobremesa. Eles se preparam… Quando…. Quando… Cof, Cof!

Entre a mesa de madeira e o assento cai completamente sem ar Bodósalmorado.

Ticapacú, Seu Estanyslaw espiam Bodósalmorado que estava tão branco que parecia uma visagem.

D. Mixiquitaia diz: É só girar os pratos na mesa que a espinha desce…
Depois pega um punhado de farinha e coloca em sua boca e diz: Engula com força caboco! E Por ultimo vou rezar na sua moleira: espinha dos cão, estou com um punhado de farinha na mão ou tu desce decumbeira ou vou chamar a macumbeira’.

Depois da reza braba de D. Mixiquitaia Bodósalmorado começa a respirar aliviado… Eles dois, como forma de agradecimento decidiram não morder o casal porreta de bom… Prosearam os quatro até surgirem os primeiros raios de sol, então eles se despediram e disseram: Até qualquer noite, agora precisamos voltar para o Igarapé do mestre Chico.

Transformaram-se em morcegos e voaram rumo ao Igarapé.
D. Mixiquitaia e Seu Estanislaw incrédulos de vampirismo, acham até hoje que os dois são o MATINTA PEREIRA!

Sobre a autora
Yana Bentes Froeschlin
Manaus/AM – Brasil
119 textos (8401 leituras)
3 áudios (278 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente – última atualização em 30/10/12 11:23)

os links: http://www.recantodasletras.com.br/humor/3922394

Bodósalmorado e Ticapacú - oS vampiroS amazonenseS
Bodósalmorado e Ticapacú – oS vampiroS amazonenseS

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