“Botão do pânico” ajudará mulheres vítimas de violência no Amazonas

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A nova ferramenta “Alerta Rosa”, ou “Botão do Pânico” poderá ajudar mulheres vítimas de agressão e em situação de risco no Amazonas.
É um aplicativo, que tem o sistema de socorro para dispositivos móveis, originou-se de uma parceria público e privado, já está disponível para sistema operacional Android.
O lançamento da ferramenta ocorreu nesta terça-feira 29 de setembro, em Manaus.

"Botão do pânico" ajudará mulheres vítimas de violência no Amazonas
“Botão do pânico” ajudará mulheres vítimas de violência no Amazonas

Uma das funções do aplicativo é o “Alerta Rosa”, do Portal da Mulher Amazonense, desenvolvido pela FabriQ Projetos e a Samsung, em parceria, com o Governo do Amazonas.

A iniciativa permitiu abrir para as mulheres vítimas de violência no estado, um novo canal de acesso à rede de proteção estadual, que reúne Polícias Civil e Militar, além de órgãos sociais.

O diretor executivo da FabriQ, Fredson Encarnação, explicou que as mulheres poderão fazer o download do aplicativo, gratuitamente, mas somente os usuários previamente cadastrados na Delegacia Especializada de Crimes contra a Mulher (DECCM) poderão acionar a função de “botão do pânico”.

“Ele [aplicativo] foi desenvolvido para proteger as mulheres. Existe a função do Alerta Rosa para acessar a rede de proteção e conseguir ser atendida de maneira mais ágil. Para utilizar essa função, a mulher terá que procurar a delegacia, onde serão coletadas informações sobre ela e sobre o agressor. Só então, o Alerta Rosa ficará disponível para acionamento e a mulher estará identificada. O sistema tem georreferenciamento através de GPS e a rede de proteção conseguirá encontrá-la”, explicou Encarnação.

Após o alerta de risco ser enviado pelo aplicativo ao Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), uma atendente da rede irá entrar contato com a usuária para verificar a situação de risco.
Mesmo se a ligação não for atendida, a vítima estará identificada e o sistema de localização, por georreferenciamento, indicará o local. Com os dados, a Polícia Militar poderá socorrer a vítima. Além disso, uma viatura do Programa Ronda no Bairro ou do Ronda Maria da Penha será enviada ao local.

Na opção do “Violentômetro”, a mulher indica qual tipo de violência ela está sofrendo e o sistema indica qual é a melhor medida que deve ser tomada. O aplicativo também informa os locais e telefones que as vítimas podem buscar ajuda.

O Aplicativo ainda tem outras funções e uma delas é a o canal de denúncia, onde há opção para denunciar anonimamente agressões contra terceiros (vizinhas, amigas e conhecidas).

“Vai ser fundamental para que possamos dar mais agilidade aos procedimentos de proteção das mulheres vítimas de violência. Com o aplicativo, a mulher vítima da violência de qualquer natureza será imediatamente socorrida”, destacou o governador do Amazonas, José Melo.

A titular da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Graça Prola, explicou que o “Alerta Rosa” deve beneficiar mulheres com histórico de ameaça e lesão corporal.

“Apenas mulheres que têm histórico de agressão, especificamente pelos crimes de ameaça e lesão corporal, podem acessar o alerta de pânico. No entanto, nenhuma mulher vai ficar sem assistência necessária”, afirmou.

“Botão do Pânico”
O tradicional “Botão do Pânico” – dispositivo eletrônico que permite que vítimas em situação de risco iminente acionem a polícia – é uma medida também já usada na capital amazonense. Cerca de 100 mulheres vítimas de agressões em Manaus utilizam o “Botão do Pânico”. “Esse já está em uso para não haver a réplica da violência e evitar as mortes letais por homicídio”, ressaltou a secretária.

É crescente o índice de violência em Manaus, no período de janeiro a agosto deste ano, 1.737 mulheres foram vítimas de violência por agressão física. Ao todo, 2.817 ocorrências de violência doméstica e familiar foram registradas, de acordo com a Sejusc.

"Botão do pânico" ajudará mulheres vítimas de violência no Amazonas
“Botão do pânico” ajudará mulheres vítimas de violência no Amazonas

Fonte: G1

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