Brasil avalia o uso de radiação nuclear para combater o mosquito Aedes aegypti

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Na esperan√ßa de reduzir de forma substancial o vetor do zika v√≠rus at√© os Jogos Ol√≠mpicos, o Brasil vai avaliar o uso de radia√ß√£o nuclear para combater o mosquito Aedes aegypti. Um encontro ser√° feito entre o Minist√©rio da Sa√ļde e a Ag√™ncia Internacional de Energia At√īmica (AIEA) nos dias 17 e 18, em Bras√≠lia, com a meta de avaliar a implementa√ß√£o de um amplo projeto que esteriliza o mosquito.

J√° no dia 22, tamb√©m em Bras√≠lia, especialistas de todo o mundo v√£o se reunir para examinar a viabilidade do projeto. Na segunda-feira, a Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde (OMS) decretou o surto de casos de microcefalia e outros dist√ļrbios neurol√≥gicos em regi√Ķes com registro de zika v√≠rus como uma emerg√™ncia internacional. Uma das conclus√Ķes de especialistas √© de que, com a vacina n√£o podendo ser produzida antes de 2018, a meta hoje √© um ‚Äúcombate agressivo ao vetor‚ÄĚ.

E o mundo vem perdendo a batalha contra o Aedes. Tanto na OMS como no Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a percepção é de que é de que os instrumentos de desinfecção são pouco eficientes e apenas contar com uma mobilização social não está dando resultados.

A nova estratégia, proposta pela AIEA, é a de reverter a expansão da população de mosquitos. O plano consiste em expor mosquitos machos à radiação nuclear, tornando-os inférteis. Uma vez de volta no meio ambiente, esses mosquitos não conseguiriam se reproduzir e a população geral teria queda.

A SIT (sigla em ingl√™s para Sterile Insect Technology) j√° existe e consiste em colocar os vetores em contato com raios X ou Gama. A vantagem do sistema √© de que milhares de mosquitos seriam controlados, sem o uso de produtos t√≥xicos. Mas o grande obst√°culo √© o volume de insetos que teriam de ser inicialmente esterilizados. Para que isso funcione, os esp√©cimes modificados teriam de ser superiores ao n√ļmero de mosquitos machos em uma popula√ß√£o aut√≥ctone em uma propor√ß√£o de 10 a 20 vezes.

Na pr√°tica, milh√Ķes de mosquitos teriam de ser expostos √† radia√ß√£o. A pr√≥pria AIEA estima que o plano teria maiores chances de funcionar em pequenas cidades e n√£o em metr√≥poles como o Rio.

Ainda assim, os t√©cnicos s√£o otimistas. ‚ÄúSe o Brasil soltar um enorme n√ļmero de mosquitos machos nessas condi√ß√Ķes, levaria poucos meses para reduzir a popula√ß√£o. Mas isso teria de ser combinado com outros m√©todos‚ÄĚ, disse o vice-diretor da AIEA, Aldo Malavasi.

Outros países

Al√©m do Brasil, pa√≠ses latino-americanos como Guatemala, El Salvador e M√©xico j√° est√£o em negocia√ß√Ķes, al√©m da Indon√©sia.

Brasil avalia o uso de radiação nuclear para combater o mosquito Aedes aegypti
Brasil avalia o uso de radiação nuclear para combater o mosquito Aedes aegypti

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