Brasil está entre os líderes mundiais na obesidade infantil

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Os h√°bitos de alimenta√ß√£o das crian√ßas e o sedentarismo infantil s√£o as principais causas da obesidade infantil no mundo. No Brasil, os n√ļmeros s√£o preocupantes: 12% das crian√ßas entre 5 e 9 anos e 7% dos adolescentes entre 12 e 17 anos s√£o obesos. No √Ęmbito continental, esse n√ļmero varia entre 18% e 36% em crian√ßas de 5 a 11 anos, e 16% e 35% em adolescentes, segundo dados da Organiza√ß√£o Pan-Americana de Sa√ļde.

A√ß√Ķes para prevenir e combater a obesidade infantil foram o tema central das discuss√Ķes do II Encontro Regional sobre A√ß√Ķes de Preven√ß√£o da Obesidade Infantil no √Ęmbito da D√©cada de A√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas para Nutri√ß√£o, que aconteceu no come√ßo do m√™s em Bras√≠lia (DF). Entre os participantes do evento, estavam representantes dos governos da Argentina, Belize, Bol√≠via, Canad√°, Chile, Col√īmbia, Costa Rica, Equador, Granada, M√©xico, Panam√°, Peru e Uruguai, membros da academia e da sociedade civil.

O n√ļmero de crian√ßas que sofrem de obesidade infantil aumentou em 10 vezes na √ļltima d√©cada, se tornando o principal problema nutricional das Am√©ricas. Entre os 10 pa√≠ses mais atingidos pelo problema no mundo, quatro s√£o pertencem ao continente americano, incluindo o Brasil. O problema n√£o apresenta sinal de melhoras e, a cada ano, 3,6 milh√Ķes de pessoas passam a engrossar a estat√≠stica da obesidade.

Entre as poss√≠veis causas desse fen√īmeno est√° a transi√ß√£o alimentar das d√©cadas de 70 e 80 que afetou diretamente a dieta infantil. Os alimentos, que antes eram colhidos e consumidos de maneira mais natural, passaram a ser processados sem nenhum tipo de filtro ou cuidado. A alimenta√ß√£o passou do natural ao industrializado em poucos anos e os resultados est√£o sendo notados agora.

Outro fator relevante para o n√ļmero de crian√ßas obesas √© o sedentarismo. Segundo um estudo da Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde (OMS), o Brasil √© o 5¬ļ pa√≠s mais sedent√°rio do mundo e o 1¬ļ na Am√©rica Latina. Ainda de acordo com a pesquisa, 47% dos brasileiros n√£o pratica o m√≠nimo de atividades f√≠sicas suficiente para uma vida saud√°vel. Uma das causas do problema seria a r√°pida urbaniza√ß√£o dos grandes centros.

Como resolver o problema

Para os presentes no evento – que inclu√≠a a presen√ßa do Ministro do Sa√ļde, Luiz Henrique Mandetta – a solu√ß√£o passa por enfrentar a crise de obesidade infantil em dois segmentos: alimenta√ß√£o e atividade f√≠sica. No referente √† alimenta√ß√£o, √© necess√°rio reinventar a cultura da alimenta√ß√£o e discutir o processo de etiqueta√ß√£o de ultraprocessados.

No que tange a atividade f√≠sica, h√° de se combater o tempo que as crian√ßas passam diante das telas, ficando cada vez mais reclusas e menos expostas a atividades f√≠sicas t√≠picas da inf√Ęncia, como jogar bola ou andar de bicicleta.

Para o Ministro da Sa√ļde, ainda ser√° necess√°rio evoluir na quest√£o da atividade esportiva nas escolas e em centros comunit√°rios, juntamente com programas de alimenta√ß√£o e nutri√ß√£o saud√°vel: ‚ÄúN√£o deve ser uma pol√≠tica somente do Minist√©rio da Sa√ļde, n√≥s todos sabemos que tamb√©m precisam estar inseridas pol√≠ticas na economia, na agricultura, na pol√≠tica de educa√ß√£o e de esportes‚ÄĚ, acrescentou.

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