“Cadeados do amor” chegam a passarela da Djalma Batista

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Quem passar por uma das passarelas da Djalma Batista, poder√° ver “cadeados do Amor”, onde os casais escreveram seus nomes para registrar a sua hist√≥ria de amor.

O s√≠mbolo est√° provocando pol√™mica, pois quem passa pelo local, se depara com quatro cadeados trancados e as opini√Ķes se dividem .

Amarilis e Victor, Augusto de Lima e Elaine s√£o exemplos de pessoas que ‘selaram’ a sua hist√≥ria em um s√≠mbolo rom√Ęntico, mesmo que as logomarcas dos cadeados estejam no meio do nome dos apaixonados, atrapalhando a escrita namorados.
A lenda diz que enquanto a chave estiver perdida, o amor sobreviver√°. Como a ideia do cora√ß√£o que possui uma √ļnica chave.

Alguns trabalhadores Ambulantes nas proximidades n√£o testemunharam o momento que os cadeados foram colocados.
“Acredito que os casais tenham colocado durante a noite, quando a movimenta√ß√£o n√£o √© t√£o grande assim. Para ser sincero, eu nunca cheguei a notar que havia cadeados por aqui”, afirmou o vendedor Rosildo Duarte.

A rotina intensa até impede que esse detalhe seja percebido por transeuntes do local, mas que chega a encantar aqueles que percebem pela primeira vez, como a estudante Christynna Alves.

“√Č engra√ßado que em meio a essa rotina corrida, com tantas coisas passando pela avenida, um cadeado possa simbolizar algo muito nobre, que seria a √ļltima coisa que ver√≠amos em um lugar como esse. A pressa n√£o nos deixa ver e sentir”, afirmou a estudante, que observou com mais aten√ß√£o os cadeados ao longo da passarela.

"Cadeados do amor" chegam a passarela da Djalma Batista
“Cadeados do amor” chegam a passarela da Djalma Batista

A aposentada Emilia C√Ęmara exaltou o sentimento embutido no objeto e relembrou que √© “muito dif√≠cil viver um amor verdadeiro” atualmente. “S√£o essas pequenas coisas que trazem um sentimento bom no dia a dia. Me faz pensar que ainda √© poss√≠vel que tenha amores, mesmo em √©pocas dif√≠ceis e t√£o modernas, em que vivemos”, contou.

Outra pessoa que estranhou o s√≠mbolo foi o aut√īnomo Adalgisio Fernandes e disse duvidar que os casais realmente fiquem juntos para sempre. “Acho que isso √© uma tamanha bobagem. Os namoros de hoje n√£o duram muito tempo. Uma hora se est√° com um outra hora se est√° com outro. Chega uma √©poca da vida que a gente percebe que n√£o se fazem amores tradicionais”, disse ele.

Essa tradi√ß√£o dos ‘cadeados do amor’ vem da It√°lia, tornou-se uma mania mundial, encontrados tamb√©m na Alemanha, R√ļssia, Coreia do Sul, China, Uruguai, Rep√ļblica Tcheca, Finl√Ęndia, Chile, Nova York, entre outros lugares.
Tudo gra√ßas aos dois romances de Federico Moccia ‚Äď Tre Metri sopra il Cielo (Tr√™s Metros Acima do C√©u) e Ho Voglia di Te (Quero-te Muito), a hist√≥ria de um casal apaixonado que coloca um cadeado num dos postes de luz da Ponte M√≠lvio e joga a chave no Rio T√≠ber para que seu amor dure para sempre, al√©m da morte.

"Cadeados do amor" chegam a passarela da Djalma Batista
“Cadeados do amor” chegam a passarela da Djalma Batista

Já em Paris, os cadeados são trancados sobre a grade do Rio Sena, começou a se popularizar entre casais apaixonados por volta de 2008. Mas este ano, o governo local iniciou a retirada de aproximadamente 1 milhão de cadeados, que pesam, ao todo, 45 toneladas.

"Cadeados do amor" chegam a passarela da Djalma Batista
“Cadeados do amor” chegam a passarela da Djalma Batista

Ent√£o, inspirados pelo amor, os amazonenses criam a passarela dos apaixonados.

Fonte:  D24 AM

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