Caso Isabella Nardoni completa 10 anos, confira relato da m√£e

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H√° exatos dez anos, o pa√≠s chorava a morte de Isabella Nardoni, com cinco anos. A menina, segundo as investiga√ß√Ķes, foi espancada e asfixiada antes de ser lan√ßada pela janela do sexto andar do Edif√≠cio London, Zona Norte de S√£o Paulo, onde morava seu pai, Alexandre Nardoni, sua madrasta, Anna Carolina Jatob√°, e os dois meios-irm√£os. Isabella visitava o pai a cada duas semanas.

Caso Isabella Nardoni completa 10 anos, confira relato da mãe - Imagem: Divulgação
Caso Isabella Nardoni completa 10 anos, confira relato da mãe РImagem: Divulgação

Após o crime, o casal prestou depoimento durante toda a madrugada. Na versão dos dois, a criança havia sido lançada pela janela por um terceiro, que teria cortado um pedaço da tela de proteção, enquanto Anna e Alexandre buscavam os filhos mais novos no estacionamento do condomínio.

A história, no entanto, não convenceu os investigadores, e no dia 2 de abril, sob a suspeita de envolvimento no assassinato, o pai e a madrasta de Isabella tiveram a prisão temporária decretada. Oito dias depois, foram soltos por um habeas corpus. Na saída, foram recepcionados por uma multidão que parecia convicta da culpa do casal.

Durante as investiga√ß√Ķes, m√©dicos legistas analisaram o corpo e atestaram que, antes da queda, Isabella foi espancada e asfixiada. Nas roupas de Alexandre, os peritos encontraram res√≠duos da tela de prote√ß√£o da janela pela qual a menina havia sido jogada, al√©m de sangue em sua bermuda e tamb√©m no carro da fam√≠lia. N√£o havia ind√≠cios de uma terceira pessoa na cena do crime. Com as evid√™ncias, a Justi√ßa aceitou, ent√£o, a den√ļncia do Minist√©rio P√ļblico contra o casal, que voltou a ser preso.

Sob apelo e como√ß√£o popular, Anna e Alexandre foram levados a j√ļri popular e, ap√≥s cinco dias de julgamento, condenados. Alexandre, a 31 anos, 1 m√™s e 10 dias de pris√£o, Anna, a 26 anos e oito meses, por homic√≠dio triplamente qualificado pelo meio cruel (asfixia mec√Ęnica e sofrimento intenso), utiliza√ß√£o de recurso que impossibilitou a defesa da v√≠tima (surpresa na esganadura e lan√ßamento inconsciente pela janela) e pela tentativa de ocultar os crimes anteriormente cometidos. Anna e Alexandre nunca confessaram a autoria do assassinato.

Na sentença, o juiz Mauricio Fossen destacou o agravante de a vítima ser menor de 14 anos. Alexandre recebeu pena maior por ter praticado o crime contra sua própria filha. Os dois cumprem pena na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo.

Regime Semiaberto

Anna Carolina Jatobá deixou a cadeia pela primeira vez em outubro do ano passado, após conseguir na Justiça, meses antes, cumprir a pena em regime semiaberto, com cinco saídas temporárias por ano. Já Alexandre, também preso em Tremembé, continua cumprindo pena em regime fechado, e só poderá pedir a progressão de regime em 2019.

Na decis√£o que autoriza a Anna a progress√£o ao regime semiaberto, a juiza Sueli Armani, da 1¬™ Vara de Execu√ß√Ķes Criminais de Taubat√©, considerou o ‚Äú√≥timo comportamento carcer√°rio‚ÄĚ da presa, que nunca cometeu infra√ß√Ķes disciplinares.

Este ano, o advogado do casal, Roberto Podval, protocolou um pedido para tentar no Supremo Tribunal Federal (STF) a redução das penas. No documento, a defesa argumenta que as penalidades foram exacerbadas pela repercussão e comoção geradas pelo crime. O ministro Dias Toffoli será o relator do caso, que não tem prazo para ser julgado.

 

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