Chuva de granizo no interior do Amazonas intriga moradores

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No temporal  da última quarta-feira (16) que atingiu a cidade de Manicoré, distante 332 quilômetros de Manaus, mais precisamente no distrito de Santo Antônio de Matupi, uma chuva de granizo foi testemunhada pelos moradores e devidamente registrada pelo Serviço de Proteção da Amazônia (Sipam). Segundo o órgão, as condições meteorológicas foram favoráveis à formação de áreas de instabilidade em decorrência de circulações em elevados níveis da atmosfera.

Uma forte chuva iniciada por volta das 15h atingiu a região de Manicoré e logo depois, os moradores foram surpreendidos pela precipitação de pedras de gelo.

pedras de gelo na comunidade de S. Antonio do Matupé, em Manicoré / Divulgação
“Atingiram e danificaram alguns telhados e deixaram a população em alerta. Estávamos na sala quando começou a cair os granizos que perfuraram o telhado, que ficou igual uma peneira”, disse o policial militar Edicley. / Divulgação

De acordo com o Sipam, imagens de satélite confirmaram a formação das nuvens com temperaturas de -70ºC naquele horário, demonstrada pela intensidade e altura das mesmas. “A formação do granizo está associada diretamente à presença de nuvens de grande desenvolvimento vertical, as chamadas Cumulonimbos. Estas nuvens se formam a partir de três estágios de evolução, sendo a fase inicial, madura e dissipação”, explicou o Sipam, em nota.

Conforme o Sipam, para haver chuva de granizo é preciso ter condições favoráveis de calor e umidade e, a partir daí, o transporte de umidade para elevados níveis da atmosfera.

“Nesta fase ocorrem processos físicos que transformam o vapor d’água em gotículas de água e cristais de gelo. Com a manutenção destas correntes de ar, alguns cristais de gelo em choque com as gotículas e/ou com outros cristais de gelo crescem e podem formar graupel e granizo. Então ocorre a dissipação”.

Apesar de comum, porque a ocorrência de chuvas de granizo é menor na região? De acordo com o Sipam, quando as pedras de granizo se tornam muito pesadas e as correntes ascendentes, as pedras não suportam o próprio peso e tendem a precipitar. “Ocorre um derretimento dos mesmos até chegar à superfície terrestre e a precipitação ocorre em forma de água. Em poucos casos (como o de Santo Antônio de Matupi), “as pedras de gelo tendem a cair porque acabam se tornando grandes ou a temperatura é baixa demais”.

ACritica / No Amazonas é Assim

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