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Conheça o novo modelo de gestão regional das Unidades de Conservação do Amazonas

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As Unidades de Conservação (UC) do Amazonas passam a contar com um novo modelo de gestão regional. O formato foi apresentado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), na quinta (23/07) e nesta sexta-feira (24/07), a comunitários da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Piagaçu-Purus, localizada no município de Beruri, distante 173 quilômetros de Manaus.

Esta é a primeira vez que o Governo do Estado propõe uma atualização nas áreas protegidas do Amazonas. A iniciativa reformula o arranjo de gestão, no intuito de integrar todos os territórios das UC, por coordenações regionais – idealizadas segundo o desenho geográfico do estado.

O Amazonas possui quase 19 milhões de hectares de áreas estaduais legalmente protegidas sob gestão da Sema. Segundo o secretário de estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, o novo formato de gestão pretende promover uma administração eficiente, considerando a realidade de cada região.

“A Sema trabalha pautada no fortalecimento econômico, social e ambiental nas Unidades de Conservação. Estamos propondo uma nova forma de distribuição dos pontos focais da Sema nas áreas protegidas. É um processo novo, que foi pensado para uma gestão eficiente e integrada em todo o território do estado”, informou Taveira.

Das 42 UC gerenciadas pela Sema, inicialmente, 36 devem adotar o regime de gestão compartilhada por região. Essas áreas protegidas passarão a compor as Coordenações Regionais: Rio Solimões, Rio Negro Margem Direita, Rio Negro Margem Esquerda, Rio Amazonas, Baixo Purus, Médio Purus, Rio Madeira e Coordenação Regional Sul do Estado.

Permanecem com o mesmo modelo de gestão a RDS Uacari, RDS Cujubim, Reserva Extrativista (Resex) Rio Gregório, Parque Estadual (Parest) Sumaúma, Parest Serra do Aracá e Reserva Biológica (Rebio) Morro dos Seis Lagos. A RDS Piagaçu-Purus foi a primeira a ser contemplada com a apresentação do novo modelo.

Fortalecimento das Unidades de Conservação – Para o vice-presidente da Associação dos Moradores e Entorno da RDS Piagaçu-Purus (Amepp), Antônio de Souza, o modelo de gestão anterior era marcado por uma parceria entre comunitários e técnicos da Secretaria. A expectativa é que o novo formato seja a extensão dos bons resultados já anteriormente obtidos.

“Quando a Sema nos informou sobre um novo modelo de gestão, a gente pensou: será que vai dar certo? Mas agora que vimos a apresentação do modelo, nós percebemos que a Piagaçu-Purus ficou com dois gestores para fazer a assessoria aqui. Eu acho que vai ser uma gestão com mais pontos positivos”, destacou o representante da Amepp.

A engenheira de pesca e assessora técnica da Sema, Larissa França, reforçou que o Seminário Integrado é uma oportunidade de fortalecer a organização social entre os comunitários, bem como a parceria entre as instituições. “O seminário tem como finalidade esclarecer alguns questionamentos dos comunitários, sobretudo com o nosso retorno ao campo no pós-pandemia”, pontuou.

Foto: Lucyleny Rocha/Sema

Educação ambiental – A agenda de atividades do semiárido incluiu ainda uma palestra de educação ambiental e uma discussão sobre a reativação dos Agentes Ambientais Voluntários (AAV) na RDS Piagaçu-Purus. Na oportunidade, a equipe da Sema também apresentou o status de revisão do Plano de Gestão da RDS e anunciou a previsão de publicação do material até o final de agosto deste ano.

Doações – No encontro, que reuniu 71 comunitários, foram distribuídos parte dos 1.280 kits de higiene doados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para prevenção à Covid-19. A Sema realizou ainda a entrega dos equipamentos de combate às queimadas doados pela WWF-Brasil no início do ano.

Seminário Integrado – A programação do Seminário Integrado segue até a tarde desta sexta-feira (24/07), na sede da Amepp, situada na comunidade de São Sebastião do Itapuru, dentro da RDS.

O segundo e último dia de atividades será focado na construção conjunta de um cronograma de atividades, que serão executadas pelos comunitários da UC, pela Sema e pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS) até o final de 2020. Além do planejamento, a Sema também apresentará um panorama do ordenamento pesqueiro na RDS e nas áreas do entorno.

Foto: Lucyleny Rocha/Sema

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