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Cozinheira cria “Picalé”, que promete ser sucesso em vendas no Carnaval

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A cozinheira Tayná Maísa, de 24 anos, encontrou uma forma inusitada de incrementar sua renda no Carnaval. Após sugestão de colegas do curso de confeitaria, ela pensou em criar um doce diferente que fizesse sucesso entre os foliões. Foi então que surgiu a ideia de um picolé em formato de pênis, batizado de picalé.

“Primeiro pensei em fazer um bolo de rolo em formato de pênis, mas com nome feminino – ‘bola de rola’. Mas achei que não ia vender muito, precisava de uma coisa pra refrescar, pra ser divertida e que chamasse atenção”, conta ela.

Cozinheira cria “Picalé”, que promete ser sucesso em vendas no Carnaval – Imagem: Reprodução

Foi aí que nasceu a ideia do que ela chama de “o picolé mais exótico de Pernambuco”. Tayná passou duas semanas procurando a forma ideal para seu produto, fez testes e contou com a ajuda da mãe, que é doceira, para chegar à receita ideal. “Minha mãe é evangélica, foi meio complicado ela aceitar e tal, mas depois ela brincou comigo e ficou de boas. Ela está muito feliz porque eu estou conseguindo conquistar alguma coisa“, festeja.

Cozinheira cria “Picalé”, que promete ser sucesso em vendas no Carnaval – Imagem: Reprodução

Com o slogan “chupa que hidrata” (criado em conjunto com uma amiga), o sorvete é coberto com chocolate meio amargo e terá recheio de vários sabores, incluindo de cachaça.

Tayná publicou uma foto do picalé nas redes sociais e se surpreendeu com a repercussão. Agora, ela já faz estoque para vender nas festas de rua de Olinda a partir da próxima semana. “A galera está curtindo bastante, muita gente ligando, compartilhando. Minha vida mudou do dia pra noite, eu não tinha noção que ia tomar essa proporção. Está chegando até em Portugal”, diz ela, que vem conciliando o trabalho como cozinheira com a produção dos sorvetes.

Com a ajuda das irmãs, Tayná pretende vender em torno de 200 unidades por dia, a R$ 5 cada um – um faturamento estimado de R$ 1 mil por dia.

Passadas as festas, ela já pensa em profissionalizar seu negócio. “Sou cozinheira, também sou ativista negra. Como sou muito criativa e tenho apoio dos amigos, estou sempre nessa construção de criar algo novo. Quero dar continuidade aos picolés, quero criar uma marca. Gosto de mexer com a cozinha regional, sou apaixonada pela cozinha”, diz.

Sua preocupação, no momento, é de ser mal interpretada. Ela faz questão de ressaltar que sua intenção não é hipersexualizar o corpo masculino. “É só uma forma criativa de brincar no Carnaval“.

Cozinheira cria “Picalé”, que promete ser sucesso em vendas no Carnaval – Imagem: Reprodução

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