Cresce em 23% o n√ļmero de compras feitas online em 2019

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O ano começou bem para os empresários brasileiros que possuem lojas virtuais. De acordo com pesquisa divulgada pelo Movimento Compre&Confie, empresa de segurança digital e inteligência de mercado, houve um aumento de 23% nas vendas feitas online no primeiro trimestre de 2019, comparado com o mesmo período do ano anterior.

Foto: Pxhere/Divulgação

Esse n√ļmero representa um valor de R$ 17 bilh√Ķes, o que garante ao Brasil a primeira posi√ß√£o como pa√≠s que mais vende pela internet da Am√©rica Latina, e ainda a 10¬™ posi√ß√£o no ranking mundial.

De acordo com Andr√© Dias, diretor Executivo da Compre&Confie, isso significa que o brasileiro est√° mais confiante em fazer compras via web, apesar de o cen√°rio econ√īmico do pa√≠s ainda n√£o ter se estabilizado. E a sensa√ß√£o de seguran√ßa fez com que os consumidores aumentassem a busca por itens que n√£o fazem parte de suas necessidades b√°sicas.

A proje√ß√£o √© de que at√© o fim do ano sejam movimentados pelo mercado online cerca de R$ 74,8 bilh√Ķes, o que representaria um aumento de 28% com rela√ß√£o a 2018. A estimativa √© de que o t√≠quete m√©dio (valor por compra) seja de R$ 429,3.

Al√©m disso, houve um significativo aumento de pessoas que fizeram compras nessa modalidade pela primeira vez, cerca de 36%, o que representa em n√ļmeros 12,9 milh√Ķes de pessoas. O valor gasto em m√©dia por cada consumidor durante o per√≠odo analisado foi de R$ 1.180, e cada um deles fez pelo menos 3 compras durante o trimestre.

O comportamento do consumidor

A pesquisa revelou ainda que apesar de as mulheres serem respons√°veis pela maioria das compras feitas online (51,5%), foram os homens que compraram itens de maior valor, entre eles eletr√īnicos e telefonia. A idade m√©dia dos consumidores brasileiros na internet √© de 37 anos. Al√©m disso, a maior parte deles est√° concentrada entre as regi√Ķes Sul e Sudeste do pa√≠s, regi√Ķes que registram um total de 83% dos pedidos nacionais.

Impulsionado pelo p√ļblico feminino, o segmento de Moda e Acess√≥rios foi o que mais cresceu entre as categorias analisadas, com um aumento de 1,4 pontos percentuais.

De acordo com o editor-chefe do site especializado em guias de compras de produtos reviewbox.com.br, Lucas Coppi, as redes sociais t√™m influ√™ncia n√£o s√≥ no comportamento, mas tamb√©m na forma com que as mulheres consomem. ‚ÄúHoje, consumir produtos de moda tem muito a ver com a liberdade de poder se expressar atrav√©s de roupas, acess√≥rios, maquiagem. Para a mulher, seguir as √ļltimas tend√™ncias n√£o √© apenas uma quest√£o de apar√™ncia. √Č tamb√©m elevar a autoestima ao cuidar de si‚ÄĚ, completa.

A pesquisa mostrou ainda que as transa√ß√Ķes de maior valor ainda s√£o feitas com mais frequ√™ncia por desktop (computadores e notebooks) do que via mobile. Os dados revelaram que o segmento de telefonia teve uma baixa de 2,3 pontos percentuais.

Apesar disso, Andr√© Dias acredita que isso v√° mudar, visto que h√° aumento na frequ√™ncia de uso dos telefones celulares. ‚ÄúO smartphone tornou-se um ativo praticamente indispens√°vel em nossas vidas, ganhando tamb√©m cada vez mais relev√Ęncia para as compras online. Por isso, consumidores est√£o investindo em aparelhos cada vez mais r√°pidos e modernos, o que ajudou no aumento de 25% do t√≠quete m√©dio para esta categoria no per√≠odo‚ÄĚ, ressalta.

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