Deputado Serafim Corrêa denuncia redução de anestesistas em hospitais feita pelo Governo do Estado

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O Governo do Estado decidiu reduzir a partir de 1° de junho o número de plantões de anestesistas nos principais hospitais de Manaus. A ação do governo foi criticada pelo deputado Serafim Corrêa (PSB), que alerta para o impacto imediato na diminuição de cirurgias e aumento das filas no sistema.

“Ora, sem anestesistas não há o atendimento de urgências e emergência, não tem a cirurgia. O anestesista é fundamental. A alegação do governo é que esse serviço custa muito caro, então proponho que se rediscuta o preço, mas reduzir plantão é a pior saída”, aponta o parlamentar.

No ofício n° 3368/2018 encaminhado no dia 2 deste mês ao diretor presidente do Instituto dos Anestesiologistas do Amazonas, Hideto Yasuda, o secretário Executivo da Susam, Orestes Guimarães de Melo Filho, comunica “a redução total do número de plantões em aproximadamente 165” nos cinco maiores hospitais de Manaus.

“Com essa decisão, um plantão que tinha, por exemplo, quatro anestesistas, só terá dois. O que tinha dois anestesistas passará a ter apenas um. E a consequência disso, que é óbvia e natural, é a diminuição da capacidade dos hospitais e prontos socorros de realizar cirurgias e procedimentos, porque se com a quantidade de anestesistas disponíveis está ruim, imagine diminuindo. Ou será que hoje tem plantão demais? Não creio que tenha, pois as reclamações são constantes”, disse Serafim.

De acordo com o ofício, serão atingidos com a redução, os seguintes hospitais: Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto e Hospital e Pronto Socorro João Lúcio – redução estimada de 60 plantões/mês, cada; Fundação Hospital Adriano Jorge – redução estimada de 31 plantões/mês; Instituto da Mulher e Maternidade Dona Lindu – redução de um profissional no período diurno dos plantões aos sábados; Maternidade Ana Braga – redução de 30 plantões.

Na Fundação Adriano Jorge, segundo o ofício, de segunda-feira à quarta-feira, das 7h às 17, o hospital ficará sem nenhum anestesista, a partir do dia 1° de junho.

“O que está ruim pode piorar. Eu cobro do Governo uma explicação, o porque dessa ação, porque não dá para fugir da realidade, vão diminuir cirurgias e a fila vai aumentar”, requereu o deputado.

Texto: Janaína Andrade
Foto: Marcelo Araújo

29 OFICIO 3368.2018 – GSUSAM

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