Dicas para minimizar desconforto da fumaça

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Por conta de uma fumaça densa e cinza que foi sentida por todos os cantos da cidade, o Aeroporto Internacional de Manaus Eduardo Gomes, ontem ficou por quase 3 horas operando com ajuda de aparelhos. E hoje a cidade amanheceu novamente encoberta pela fumaça que já está causando problemas de saúde para população.

 

Dicas para minimizar desconforto da fumaça- Foto: Adneison Severiano
Dicas para minimizar desconforto da fumaça- Foto: Adneison Severiano

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fato é causado por queimadas no interior do estado. A ausência de chuvas e altas temperaturas na região têm favorecido as queimadas em áreas de vegetação e floresta.
Para piorar a situação nas ultimas horas foi registrado um incêndio numa área de vegetação no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifam), a antiga Escola Agrotécnica, na zona Leste, que começou por volta das 20h20. De acordo com o Corpo de Bombeiros foram registrados ontem, 8 incêndios em vegetação.

Dicas para minimizar desconforto da fumaça - Foto Danilo Melo
Dicas para minimizar desconforto da fumaça – Foto Danilo Melo
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Além da visibilidade reduzida está bem difícil respirar. A população tem usado máscaras para sair as ruas e algumas escolas tem liberados os alunos.
De acordo com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas, a fumaça que está cobrindo Manaus, vem das queimadas que estão consumindo as floresta de estados vizinhos e da própria região.
Aqui no Amazonas foram 5.882 focos de incêndio só em setembro. A fumaça está impedindo a formação de chuvas e piorando a qualidade do ar, houve crescimento nos casos de pessoas com problemas respiratórios.

Confira como minimizar os efeitos da fumaça
Mucosas, nariz e olhos são partes mais afetados do corpo, a hidratação e ingestão de líquidos ajudam a aliviar desconforto.

Pele – De acordo com a dermatologista Cristiane Dal Magro, a hidratação da pele deve ser feita com um creme, mas para ser mais eficaz, é importante que ocorra em até três minutos após o banho, nesse período que a pele absorve melhor os princípios ativos do hidratante.
Nas peles mais sensíveis, a secura pode causar fenômenos alérgicos, como a dermatite atópica, lembra a dermatologista. Outro fenômeno relacionado ao tempo seco é o eczema, que gera inflamação e irritação, com formação de placas vermelhas e engrossamento da pele.

Nariz e olhos – outro efeito da baixa umidade sobre o corpo é o ressecamento das mucosas e dos olhos, diz o médico Maurício Menezes de Souza, que atua na área de clínica médica.
Outra consequência relacionada ao ressecamento da mucosa do nariz é a maior vulnerabilidade a viroses. Com a umidade natural da parede do nariz, vírus e bactérias aderem e ali morrem. Com a mucosa seca, o nariz perde essa capacidade de filtro. Então, solução fisiológica pode hidratar os olhos e nariz, aliviando o desconforto.

Pulmão – órgão mais afetado pelas partículas em suspensão provocadas pela fumaça de incêndios. O pneumologista Ricardo Martins diz que não há muito o que fazer. Segundo ele, o excesso de fumaça faz com que a respiração se dê de maneira mais prejudicada, tanto pela redução da concentração de oxigênio, quanto pela competição com outros gases. As pessoas devem evitar dirigir nos horários de pico de trânsito, quando há maior concentração de gases produzidos
Pessoas que vivem próximas de áreas de incêndios devem fechar janelas, portas e umidificar o ambiente de casa com bacias d’água, toalhas molhadas e equipamentos de umidificação, se possível.

Consumo de líquidos – O clínico Maurício Menezes lembra que a hidratação é fundamental para evitar os transtornos da baixa umidade no corpo. Existe um equilíbrio de água no nosso organismo. Para mantê-lo, a pessoa deve ingerir de dois a três litros de água pura ou em sucos. A bebida alcoólica não é recomendada para hidratar, porque o álcool inibe o hormônio antidiurético, o que faz com que a água do corpo seja eliminada mais rapidamente.

Fonte: G1

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