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Em Manaus: Manifestantes realizam ato pela democracia, contra o racismo e contra o fascismo

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Na tarde do último domingo (7/6), manifestantes realizaram um ato pacífico com o tema: “Vidas Negras e Indígenas importam”, na Zona Leste de Manaus. Usando máscaras e portando cartazes contra o governo federal, contra racismo e o fascismo, participantes gritavam palavras de ordem em defesa da democracia.

A concentração do ato iniciou por volta das 15h30 na Bola do Produtor, localizada no Bairro Jorge Teixeira. Em seguida, os manifestantes seguiram em caminhada, procurando manter o distanciamento social, pela avenida Itaúba e Camapuã, sentido centro de Manaus.

Manifestantes realizam ato pela democracia, contra o racismo e contra o fascismo – Imagem: Divulgação

O evento contou com a presença de vários movimentos em defesa da igualdade racial, entre eles: Fórum de Juventude Negra; Coletivo Ponta de Lança; Articulação Amazônica dos Povos Tradicionais de Matriz Africana (Aratrama); Projeto Direito à Memória; Cúpula 092; Marginal Letrandos; Kizomba; Coletivo Enegrecer; Associação Nossa Senhora da Conceição; Núcleo de Pretas, Pretos e Povos de Terreiro – Quilombo Petista; Ocupa Minart; Problema Entretenimento; Esse É o Nosso Norte; Coletivo Florescer; Portal do Movimento Popular; Rede Feminismo na Amazônia; UNEGRO; Movimento Hip-hop Favelafro; Comitê Antifascista do Amazonas.

A exemplo de manifestações que estão acontecendo pelo mundo inteiro, o ato também lembrou o assassinato de George Floyd, nos Estados Unidos. Uma gravação mostrou o então policial Derek Chauvin com o joelho prensado sobre o pescoço de Floyd, que dizia: “Não consigo respirar!”. O gesto se tornou símbolo das manifestações contra o racismo. Chauvin e outros três policiais foram presos, acusados de assassinato e demitidos da corporação.

O protesto alertou para o grande número de mortes de índios nos conflitos durante a invasão de terras indígenas por grileiros e garimpeiros. Além do descaso do governo federal quanto ao avanço dos casos de do novo coronavírus entre os povos indígenas.

De acordo com o delegado da polícia civil João Victor Tayah, o evento teve boa adesão, porém o público registrado foi menor ao que esteve na Manifestação Contra o fascismo, da última terça-feira (2/6), mas ainda assim foi considerado maior que o de presentes no ato pró-Bolsonaro, o que expressa insatisfação da população com o governo federal. João Tayah avalia que o evento foi extremamente válido. “Existe um número maior de pessoas dispostas a enfrentar o governo federal, que é um número muito maior do que aqueles que se pré dispõe a defender esse mesmo governo”, disse o delegado.

“O ato conseguiu transmitir a mensagem à população sobre a necessidade de combate ao racismo, ao fascismo, de conscientização a cerca dos retrocessos impostos pelo governo Bolsonaro em meio a uma pandemia e que o afastamento do presidente se faz necessário para que o país retome o curso do desenvolvimento do tratamento adequado da saúde na responsabilidade social e no manuseio da coisa pública”, concluiu Tayah .

Ato contou com o apoio da polícia militar e encerrou por volta das 17h40, de forma pacífica, quando os manifestantes voltaram, se dispersando para o ponto de encontro, na Bola do Jorge Texeira. O trânsito no local foi liberado pelos agentes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (Immu).

Manifestantes realizam ato pela democracia, contra o racismo e contra o fascismo – Imagem: Divulgação

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