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Emprego Versus Desemprego: Quais dados refletem a realidade do estado do Amazonas

Ana Maria Oliveira de Souza . MSc¹
João Augusto Cordeiro Ramos . Esp²

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é o responsável pela pesquisa da taxa de desocupação e de subutilização da força de trabalho das pessoas de 14 anos ou mais de idade, conhecida como PNDA Contínua Trimestral. Este indicador é um espelho da demanda e oferta por mão de obra com carteira assinada.

Ao se olhar os números trimestrais de 2019, a cidade de Manaus fechou o ano com uma taxa de desocupação de 16,9%, portanto queda de 12,89% em relação ao primeiro trimestre de 2019, que era de 19,4%. Manaus teve queda do desemprego acima de capitais como Salvador, Vitória e Brasília, por exemplo.

No mesmo direcionamento de análise está o Estado do Amazonas, que fechou 2019 com taxa de desocupação de 12,9% contra 15,9% no início do ano de 2019. Os setores que impulsionaram a queda no desemprego foram: Extrativa Mineral (11,83%); Construção Civil (11,09); Setor da Industria de Utilidade Pública (6,38%) e a Indústria de Transformação (3,27%).

Se aprofundarmos um pouco mais, verificaremos que dentro da Indústria de Transformação, com os subsetores mais expressivo em crescimento: Indústria da madeira e do mobiliário (8,82%); Indústria do material de transporte (8,63%); Indústria mecânica (5,63%); Indústria de produtos minerais não metálicos (5,25%).

A atividade econômica do Amazonas, a exemplo de tantas outras, vem se moldando a Nova Economia, onde a indústria de transformação perde peso na composição da atividade econômica e outros setores ganham peso, sendo uma movimentação natural. Em 2002 a indústria de transformação representava 30,5% do valor adicionado bruto no Amazonas e atualmente é algo próximo de 26,2%, conforme dados do IBGE. De outra forma, a atividade de serviço que participava com 50,5% em 2002, atualmente participa com 59,7%, sendo esta nova modelagem de alocação dos empregos.

Diante de tal cenário, observamos também, que a demanda por vagas de emprego vem ocorrendo de forma gradual e dentro do movimento de mudança da atividade econômica que ocorre dentro daquilo que chamamos de Economia 4.0.

Como ainda é forte a dependência econômica da indústria do PIM no Amazonas, a recuperação econômica é mais rápida que a demanda por novos postos de trabalho. Lembramos que a indústria de transformação do Estado é uma indústria de Alta intensidade tecnológica e Média-Alta intensidade tecnológica, o que nos leva a inferir diretamente que quanto maior a tecnologia empregada menor o emprego direto absorvido, de outro, maior será o valor adicionado a atividade econômica. Dessa forma, o remanejamento da mão de obra da indústria tende a ser absorvida por outros setores, pelo novo comportamento do empreendedorismo, com gradual qualificação de recursos humanos.

Tabela 01 – Taxas de desocupação e de subutilização da força de trabalho, das pessoas de 14 anos ou mais de idade.

Fonte: elaboração própria, a partir de dados do IBGE, da PNAD Contínua.
Fonte: elaboração própria, a partir de dados do IBGE, da PNAD Contínua.

Tabela 2 – Taxas de desocupação e de subutilização da força de trabalho das pessoas de 14 anos ou mais de idade.

Fonte: elaboração própria, a partir de dados do IBGE, da PNAD Contínua
Fonte: elaboração própria, a partir de dados do IBGE, da PNAD Contínua

¹- Possui Mestrado em Desenvolvimento Regional, Especialização em Direito Público e Comércio Exterior. Graduação em Ciências Econômicas e Direito. Atualmente exerce a função de Coordenadora Geral de Estudos Econômicos e Empresariais da SUFRAMA, com atuação na área de estudos tributários e econômicos de incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus, Amazônia Ocidental e Áreas de Livre Comércio. E-mail: [email protected]

²- Possui Especialização em Direito Público, Atualmente exerce a função de assessor parlamentar, é advogado militante. E-mail: [email protected]

por : Ana Maria Oliveira de Souza¹, MSc e João Augusto Cordeiro Ramos², esp. – Imagem: Divulgação

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