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Estabelecimentos pintam copo de preto para vender bebida alcoólica proibida por Decreto

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Com a taxa de ocupação de leitos (UTI) se aproximando dos 90% em Belo Horizonte, um áudio de um homem, com identidade ainda desconhecida, acompanhado de uma foto de um copo pintado de preto com uma garrafa de plástico de refrigerante em uma mesa de um bar, está circulando nas redes sociais e causando bastante burburinho.

No depoimento, a pessoa afirma que os belo-horizontinos estariam dando um “jeitinho” para burlar a lei e continuar consumindo bebida alcoólica em bares e restaurantes de Belo Horizonte.

O consumo foi proibido pela prefeitura, mesmo que esses estabelecimentos atendam a todas as normas de biossegurança, para frear a disseminação da Covid-19. O veto foi referendado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

“Vocês não têm noção do que eles estão fazendo aqui em BH, véio. Eu fiquei assustado. Estou passando em um buteco movimentado, que sempre fraguei. Estou vendo todo mundo com uma lata de refrigerante, com uma garrafinha de Coca, de Fanta, na mesa… E tô assim: ‘que (p) é essa?’. Butecão cheio, a galera tomando refrigerante. Mano, o povo do buteco pintou os copos descartáveis de preto para colocar breja dentro, e parecer que é refrigerante. Você acredita, mano? O Brasil não é para amadores, definitivamente”, brincou o homem, no áudio que viralizou nas redes.

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em Minas Gerais, Matheus Daniel, afirmou que a entidade não recomenda que os clientes nem os estabelecimentos infrinjam a lei. No entanto, ele disse que “isso é uma prova da hipocricia da lei que foi criada”.

“Belo Horizonte proibiu a venda de bebida alcoolica, desde 7 de dezembro, e está provado por números que não adiantou nada. Os índices (da Covid) continuaram subindo. As pessoas vão continuar bebendo. Quem quer quebrar os protocolocos vai continuar quebrando, e isso só penaliza quem estava trabalhando corretamente. Então, é a criatividade do brasileiro para tentar sobreviver. Porque eu tenho certeza que esse cara emprega ali, talvez cinco, dez, 15 pessoas. E essas pessoas precisam comer, precisam viver, e elas têm família. No desespero, as pessoas acabam infrinjindo a lei, o que não é recomendado. Mas mostra que a criatividade está superando a hipocrisia das nossas leis”, salientou o presidente da Abrasel em Minas.

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