Família de jovem morto a tiro acusa PMs de execução

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A Polícia Militar afirma que o jovem morreu após trocar tiros com a equipe, já a família diz que ele foi executado propositalmente pelos PMs.

Na última segunda-feira (23), Ricardo de Souza, de 23 anos, foi morto a tiro na avenida Desembargador João Machado, no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus. A polícia diz que homem morreu mas troca de tiros, mas família afirma que ele foi executado e os próprios militares “plantaram” a arma na cena do crime. Ricardo foi encontrado na mata de bruços e portando um revólver calibre 38 em uma das mãos.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

De acordo com a polícia, havia ainda outros dois homens junto com Ricardo, e que também foram atingidos pelos disparos durante a possível troca de tiros. Eles foram levados ainda com vida para o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto.

O empresário Mário Carlos de Souza, irmão da vítima, disse para uma equipe de reportagem, que os policiais perseguiram a vítima por engano e que havia saído de casa apenas para jogar bola. Ele negou que a vítima tenha atirado contra a guarnição.

“Ele não tinha envolvimento com tráfico aqui. Ele era trabalhador e tinha ido jogar bola com mais cinco amigos. Os policiais abordaram ele e os meninos e os levaram para a mata. Depois ouvi os tiros e doeu no meu coração. Eu sabia que algo tinha acontecido com ele, mas eu não entrei na mata com medo de ser morto. Eles colocaram o revólver 38 na mão do meu irmão”, explicou ainda “Ele não tinha arma, foram os policiais que colocaram”.

Os policiais militares, que atenderam a ocorrência, não quiseram falar com a imprensa sobre o crime.

Foto: Marcely Gomes
Foto: Marcely Gomes

Os policiais pediram apoio ao perceberem a revolta popular no local. Os moradores pediam “Justiça”. Mais de 10 PMs formaram um cordão de isolamento, que foi furado pelos familiares. Houve empurra-empurra e comoção durante a remoção do corpo pelo Instituto Médico Legal (IML).

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