Governo entregará a primeira unidade prisional do Amazonas a ter um espaço destinado a tratamento de detentos com dependência química

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Previsto para ser entregue no próximo mês, o Centro de Detenção Provisória Masculino II (CDPM II) será a primeira unidade prisional do Estado do Amazonas a ter um espaço destinado a tratamento de detentos com dependência química, além de quatro pavilhões para os presos.

“Quem ganha com essa obra é a sociedade, porque esse tipo de serviço no sistema penitenciário deverá reduzir substancialmente o índice de reincidência de presos. Sabemos que a mudança ocorre pela decisão de cada um, mas o Estado fará sua parte”, destacou o secretário de Estado de Administração Penitenciária (Seap), coronel da Polícia Militar (PM), Cleitman Coelho.

A obra do CDPM II está sendo finalizada no Km 8, da BR-174 (Manaus – Boa Vista) e está com 96,17% das obras concluídas. A previsão da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) é que a obra esteja 100% pronta no início de agosto.

Pavilhão que ficarão os dependentes químicos / Foto: Stéfany Seixas/SEAP
Pavilhão que ficarão os dependentes químicos / Foto: Stéfany Seixas/SEAP

A unidade começou a ser construída em junho de 2014, após a entrega do Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF). Segundo Cleitman Coelho, as obras entraram em um ritmo adequado de execução para que a unidade fosse finalizada.

“Quando assumimos a Seap em janeiro, realizamos uma visita técnica para observar pontos das obras. Foi elaborada uma análise de risco com identificação de algumas falhas no projeto executivo da obra, e em seguida apresentamos ao Governo do Estado para tratativas de ajuste da construção da unidade”, frisou o coronel.

Vistorias técnicas – Cleitman Coelho explicou que, de fevereiro a abril deste ano, outras vistorias técnicas foram realizadas, e que a análise de risco identificou que a unidade precisava de mais reforços na segurança. “Após o parecer técnico realizado durante as visitas, resolvemos executar obras complementares para a entrega definitiva da unidade. As grades das celas e pavilhões foram reforçadas em várias áreas, conforme o projeto de segurança desenvolvido”, disse.

Entre os ajustes realizados, estão os reforços em chapas metálicas nas portas das celas para maior segurança no desenvolvimento do trabalho dos agentes. Também foram implementados reforços em barras chatas nos brises dos pavilhões, para maior sustentação e com o intuito de evitar que objetos pontiagudos danifiquem as chapas. Para maior segurança, também foram colocados portões de grade fixa nas áreas de convivência e corredores dos pavilhões, para garantir a separação das celas e espaços.

Todo o projeto de segurança elaborado pela Seap foi avaliado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), que realiza vistorias técnicas junto com a Caixa Econômica Federal, para aprovação de todas as áreas da unidade.

Estrutura do CDP II – A nova unidade vai contar com 571 vagas e será um presídio modelo de gestão, adotando procedimentos mais rígidos de triagem dos presos. Além disso, a unidade possui uma estrutura diferente das demais.

Na parte da educação, o CDP II se tornará a unidade com mais salas de aula, tendo sete no total, além de biblioteca e sala de informática. Para a saúde, a unidade terá uma ala com consultório médico e odontológico, posto de enfermagem, sala de coleta para laboratório, sala de procedimentos e celas de observação.

A unidade está estruturada, também, com parlatórios, sala para atendimento dos defensores públicos, sala para vídeo conferência e sala de monitoramento para controle e acompanhamento das atividades da unidade prisional através das câmeras.

Sala de monitoramento dos dependentes químicos / Foto: Stéfany Seixas/SEAP
Sala de monitoramento dos dependentes químicos / Foto: Stéfany Seixas/SEAP

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