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Governo Estadual investe cerca de R$ 320 mil no social e iniciativas sustentáveis

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Amazonas – Garantir que iniciativas de preservação do meio ambiente e de benefício social sejam propagadas é uma das missões do Governo do Amazonas, que, por meio do Fundo de Promoção Social (FPS), investiu cerca de R$ 320 mil em duas iniciativas que vão garantir emprego e renda para quase 60 famílias de duas instituições de Manaus.

“Cuidar e fomentar iniciativas auto-sustentáveis, sociais e que beneficiem a população é uma determinação do governador José Melo, que tem uma preocupação muito forte com esse tipo de projeto. Com essa iniciativa, todas essas famílias, e muitas outras, ganharam força para dar um novo fôlego em seus projetos”, disse a primeira-dama e presidente de honra do FPS, Edilene Gomes de Oliveira.

Artesanato / Foto : Valdo Leo
Artesanato / Foto : Valdo Leo

Para as quase 50 famílias da Associação de Reciclagem e Preservação Ambiental (Arpa), o investimento do FPS foi de cerca de R$ 300 mil, utilizado para a aquisição de um conjunto de equipamentos para o refinamento de plástico, adquirido pelos catadores da associação nas ruas de Manaus, todos os dias.

Ao todo são dez máquinas que irão ajudar a agregar valor ao plástico comercializado pelos catadores, matéria prima altamente demandada pelas empresas do Pólo Industrial de Manaus (PIM).

“Hoje, nós apenas catamos as embalagens das ruas e a repassamos para que outros façam esse refinamento no material, o que faz com que percamos muito do valor agregado. Com nosso equipamento novo e em pleno funcionamento, nossos lucros vão ser muito maiores”, afirmou o presidente da Arpa, Raul Lima.

Para se ter uma ideia, hoje a associação comercializa o quilo do plástico por cerca de R$ 1,20, uma vez que seu produto não tem condições de ser reutilizado imediatamente. A partir do funcionamento das novas máquinas, a sua mercadoria será adequada para o uso industrial e seu valor pode superar R$ 13, um aumento de mais de 1.000%.

“Não só nossos lucros vão aumentar, mas também a nossa produção. Hoje, separamos cerca de 1,2 toneladas de plástico por dia. Com a produção em massa, esse número sobe para 3 mil. Sem falar da qualidade do nosso produto”, explicou o presidente, que fez questão de reforçar que o número de pessoas beneficiadas também vai aumentar.

“Queremos contratar pelo menos 12 funcionários para ajudar a operar o equipamento. Vamos gerar emprego e renda para outras pessoas além dos associados”, completou.

Artesanato / Foto : Valdo Leo
Artesanato / Foto : Valdo Leo

Meio ambiente

Criada em 2006, a partir de agora, a Arpa contribuirá ainda mais com a coleta de lixo reciclável descartado de forma incorreta em toda a capital e sua região metropolitana.

“A associação nasceu com a missão de contribuir para a conservação do lugar onde vivemos e levar esse apoio para as comunidades ribeirinhas tem sido um de nossos objetivos. Isso faz com que todos se beneficiem, tanto a comunidade, que consegue destinar corretamente seus resíduos, quanto a nossa associação, que cresce e pode gerar emprego para os associados”, salientou o presidente.

Artesanato

Com o foco de oferecer infraestrutura administrativo-financeira e social para pessoas com diversos tipos de problemas psicológicos e emocionais, o Instituto Silvério de Almeida Tundis (Isat), também foi beneficiado pelo FPS com a aquisição de seis máquinas de costura, além de itens como agulhas, tecidos, bordados, vieses, tubos de fio, tubos de linha, alfinetes, fitas métricas, réguas e tesouras, tudo para a criação de uma oficina de artesanato na sede da entidade.

“Hoje, com a ajuda do Fundo, temos cerca de nove voluntárias que trabalham conosco todas as semanas na confecção de panos de prato, guardanapos, tapetes e diversos outros itens que vendemos e utilizamos os recursos para manter e ampliar a oficina”, explicou a presidente do Isat, Ana Maria Coelho Marques.

Para o Instituto, o valor do repasse foi de quase R$ 25 mil, valor que vem ajudando a mudar a vida de voluntárias como Maria Vitória da Silva, de 73, que encara três ônibus sempre que vai para a oficina.

Ela sofreu com a depressão e encontrou na companhia das novas amigas da oficina um sentido para a vida. “Para mim estar aqui, com essas pessoas que passaram situações parecidas e poder criar coisas tão bonitas é uma forma de terapia”, afirmou.

Artesanato / Foto : Valdo Leo
Artesanato / Foto : Valdo Leo

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