História de Manaus

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A hist√≥ria de Manaus remonta ao per√≠odo das grandes explora√ß√Ķes por pa√≠ses do velho mundo, que √†quela √©poca embrenhavam-se em grandes corridas pela conquista de novas terras.

Em 1540 Francisco Orellana, que vinha do Per√ļ e pretendia chegar √† Espanha, navegou em um grande rio que j√° se chamava Amaru Mayu ou ‚ÄúA Serpente M√£e do Mundo‚ÄĚ, que rebatizou como Rio Orellana. Mas, ao ter sua expedi√ß√£o atacada na foz do Nhamund√° por uma tribo de mulheres guerreiras, mudou o nome para Rio Amazonas, numa alus√£o √†s guerreiras gregas que retiravam um seio para melhor manuseio de arco e flechas.

Uma vis√£o um tanto quanto ‚Äúsobrenatural‚ÄĚ, teria se perpetuado na mem√≥ria do ent√£o explorador espanhol Francisco Orellana, escriv√£o da armada espanhola.
Uma vis√£o um tanto quanto ‚Äúsobrenatural‚ÄĚ, teria se perpetuado na mem√≥ria do ent√£o explorador espanhol Francisco Orellana, escriv√£o da armada espanhola. / Foto : Via Amaz√īnia

Em 1542 a expedi√ß√£o de Orellana chegou ao Oceano Atl√Ęntico, e seus relatos despertaram o interesse de espanh√≥is, ingleses, holandeses e franceses, que chegaram a explorar comercialmente a imensa regi√£o e foram expulsos pelos portugueses somente por volta do ano de 1639.

Maquete do Forte São José da BarraPara garantir os seus domínios na região os portugueses criaram em 1669 o Forte de São José do Rio Negro, em torno do qual surgiu um arraial que se chamou Lugar da Barra e deu origem à cidade de Manaus.
Maquete do Forte São José da BarraPara garantir os seus domínios na região os portugueses criaram em 1669 o Forte de São José do Rio Negro, em torno do qual surgiu um arraial que se chamou Lugar da Barra e deu origem à cidade de Manaus.
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Toda a regi√£o amaz√īnica era governada a partir de Bel√©m, capital da prov√≠ncia do Gr√£o-Par√°, e como tornou-se imposs√≠vel administrar uma √°rea t√£o grande, atender √† sua popula√ß√£o e manter a paz com os ind√≠genas que resistiam √† coloniza√ß√£o, criou-se em 3 de mar√ßo de 1755 a Capitania de S√£o Jos√© do Rio Negro.

Em 1833 o Lugar da Barra foi elevado √† categoria de Vila e foi chamado de Manaus, que significa ‚ÄúM√£e de Deus‚ÄĚ, em homenagem aos valentes √≠ndios da tribo Mana√≥s. Em 24 de outubro de 1848 a vila recebeu o t√≠tulo de Cidade da Barra do Rio Negro e, em 04 de setembro de 1856, foi finalmente denominada Cidade de Manaus, tornando-se capital da ent√£o Prov√≠ncia do Amazonas, que fora criada em 05 de setembro de 1850, desmembrando-se do Gr√£o-Par√°, para ocupar totalmente a regi√£o e resistir √†s tentativas de expans√£o do Per√ļ.

Este √© um prospecto (vista de frente) e, constitui-se no √ļnico registro visual conhecido, data de 7 de Dezembro de 1754, feito pelo engenheiro alem√£o Jo√£o Andr√© Schwebel, quando por aqui passou, fazendo parte da comitiva do governador e capit√£o-general Francisco Xavier de Mendon√ßa Furtado, vindos de Bel√©m em dire√ß√£o a Mariu√° (Barcelos) - o local foi onde teve inicio a cidade Manaus, mostra o forte e algumas casas de palha ao seu redor, al√©m de uma pequena igreja; com a seta da flexa para a direita (descida das √°guas) indicando que a cidade fica na margem esquerda do Rio Negro -, segundo os historiadores, ele recebeu v√°rias denomina√ß√Ķes, foi chamado de Forte de S√£o Jos√© da Barra do Rio Negro, Fortim de S√£o Jos√©, Forte do Rio Negro, Fortaleza de S√£o Jos√© do Rio Negro e Fortaleza do Rio Negro.
Este √© um prospecto (vista de frente) e, constitui-se no √ļnico registro visual conhecido, data de 7 de Dezembro de 1754, feito pelo engenheiro alem√£o Jo√£o Andr√© Schwebel, quando por aqui passou, fazendo parte da comitiva do governador e capit√£o-general Francisco Xavier de Mendon√ßa Furtado, vindos de Bel√©m em dire√ß√£o a Mariu√° (Barcelos) – o local foi onde teve inicio a cidade Manaus, mostra o forte e algumas casas de palha ao seu redor, al√©m de uma pequena igreja; com a seta da flexa para a direita (descida das √°guas) indicando que a cidade fica na margem esquerda do Rio Negro -, segundo os historiadores, ele recebeu v√°rias denomina√ß√Ķes, foi chamado de Forte de S√£o Jos√© da Barra do Rio Negro, Fortim de S√£o Jos√©, Forte do Rio Negro, Fortaleza de S√£o Jos√© do Rio Negro e Fortaleza do Rio Negro.

Anos depois surgiu um dos mais importantes ciclos econ√īmicos do estado, o Ciclo da Borracha, em uma √©poca em que imigrantes nordestinos fugiam da seca e se instalavam nos seringais com o sonho de enriquecer. A participa√ß√£o de empresas inglesas foi importante para o surgimento de melhorias na cidade de Manaus, como luz el√©trica, √°gua encanada e rede de esgotos, o Porto de Manaus, e bondes el√©tricos, sendo importante acrescentar que, naquela √©poca, muitos desses servi√ßos ainda n√£o existiam no restante do pa√≠s. Foi um tempo de luxo, em que as fam√≠lias abastadas mandavam seus filhos estudarem na Europa e os pr√©dios locais eram constru√≠dos com materiais exclusivamente europeus, em estilos art nouveau e neocl√°ssico, com destaque para o famoso Teatro Amazonas, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, o pr√©dio da Alf√Ęndega e o Pal√°cio da Justi√ßa, que at√© hoje s√£o destaques na arquitetura local.

Palácio da Justiça Antigamente em 1920
Palácio da Justiça Antigamente em 1920

A concorrência dos seringais da Malásia fez com que, por meio século, Manaus sofresse com o declínio do Ciclo da Borracha, que teve uma sobrevida durante a 2ª guerra mundial, mas tornou a cair, até que em 1967 o governo federal implantou a Zona Franca de Manaus, como solução para a continuação do desenvolvimento regional. A cidade ganhou um novo fluxo turístico comercial muito grande e estruturas hoteleiras foram montadas para atender a essas demandas. A seguir implantou-se o Pólo Industrial de Manaus, com centenas de fábricas das maiores marcas mundiais, que constitui um dos pilares da economia local, além do Pólo Agropecuário e do processamento e da comercialização de petróleo e gás natural.

Manaus vista aérea / Foto : Chico Batata
Manaus vista aérea / Foto : Chico Batata

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