Hist√≥ria do Bairro: Bet√Ęnia

1922

Bet√Ęnia foi um dos poucos bairros criados na segunda metade do s√©culo 20, em Manaus, que n√£o teve origem de invas√£o de terras. Entretanto, mesmo come√ßando o seu tra√ßado com a venda de lotes de terras, logo em seguida apareceram os ocupantes clandestinos.

Feira da Bet√Ęnia
Feira da Bet√Ęnia

O portugu√™s Ant√īnio Soares Coimbra, propriet√°rio de grande faixa de terras naquela regi√£o, decidiu fazer um projeto de loteamento e vendeu os terrenos, facilitando o pagamento.O loteamento tinha como objetivo atender fam√≠lias vindas do interior e o terreno foi dividido em quatro quadras: Bom Futuro, S√£o Jer√īnimo, Santa Rita e Quinor, num total de 1.200 lotes. As quadras eram circundadas pelo igarap√© do Quarenta, formando uma paisagem pitoresca e atrativa, para fixar resid√™ncias, constru√ß√£o de ch√°caras, s√≠tios, plantar √°rvores frut√≠feras e para o lazer.

Os moradores compraram os lotes diretamente do propriet√°rio, cujo valor era pago em presta√ß√Ķes, facilitando r√°pida expans√£o do bairro, passando a ser chamado pelos moradores de Nova Bet√Ęnia. O bairro come√ßa no trecho em que corre o igarap√© do Quarenta, encontrando-se com a Lagoa Verde, indo at√© o beco S√£o Jos√©, chegando √†s ruas Vicente Reis e Edgar Neves. Ao todo o bairro possui mais de 20 ruas, travessas, becos e varadouros ainda existentes.

Com o progresso do bairro a partir da década de 1980, o igarapé do Quarenta começou a perder a pureza de suas águas que tornaram-se poluídas com as margens ocupadas por casas, palafitas e outros tipos de casebres espalhados em seu leito. Os moradores passaram a usar suas margens para lavar roupas, surgiram doenças e tudo piorou em termos de saneamento.

A organização do bairro, iniciada em 1960, foi regular até 1971, mas com a implantação do Distrito Industrial, a partir de 1970, novas famílias se instalaram no local e passaram a ocupar a área pela sua proximidade com as fábricas que ofereciam emprego e renda.

As terras devolutas foram imediatamente invadidas e o crescimento dos problemas foi inevitável. Começaram a surgir pequenos bares, lanchonetes, a segurança tornou-se outro problema, com violência, prostituição e drogas, surgindo bocas de fumo e outros locais não recomendáveis para uma convivência social pacífica.

Mas, as condi√ß√Ķes come√ßaram a melhorar a partir de 1990, quando o bairro recebeu ind√ļstrias e moradores de classe m√©dia come√ßaram a construir resid√™ncias mais confort√°veis. Destacam-se entre suas art√©rias, a avenida Adalberto Vale, que √© a principal rua, a S√£o Miguel, S√£o Jer√īnimo, primeira rua aberta no bairro, a S√£o L√°zaro, Santa Etelvina e S√£o Vicente.

BAIRRO ATUALMENTE

Essa regi√£o est√° localizada na Zona Sul de Manaus, limitando-se com S√£o L√°zaro, Crespo, Raiz e Morro da Liberdade, abrigando mais de 20.000 moradores, conforme o censo de IBGE de 2010.

Entre as obras mais importantes do bairro Bet√Ęnia existem atualmente: a igreja de Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos, a igreja Batista Nova Bet√Ęnia, a Escola Estadual Divina Provid√™ncia, local onde antes de a igreja cat√≥lica ser constru√≠da eram realizados os cultos religiosos, o Centro de Refer√™ncia e Assist√™ncia ao Idoso, dois campos de futebol, e outros recantos para o lazer.

A data de anivers√°rio do bairro √© o dia 30 de outubro de 1964, quando houve a ocupa√ß√£o por meio dos loteamentos. E no dia 30 de outubro de 1966 foi celebrada a primeira missa na Bet√Ęnia. A feira, na rua Adalberto Vale, √© o ponto referencial do com√©rcio e fica no mesmo local onde antes foi a pra√ßa S√£o Jer√īnimo, na qual os jovens moradores costumavam marcar encontros e reuni√Ķes.

Todo o lazer do bairro era realizado na pra√ßa, at√© esta ser transformada no pr√©dio da feira da Bet√Ęnia.

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