História do Bairro: Betânia

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Betânia foi um dos poucos bairros criados na segunda metade do século 20, em Manaus, que não teve origem de invasão de terras. Entretanto, mesmo começando o seu traçado com a venda de lotes de terras, logo em seguida apareceram os ocupantes clandestinos.

Feira da Betânia
Feira da Betânia

O português Antônio Soares Coimbra, proprietário de grande faixa de terras naquela região, decidiu fazer um projeto de loteamento e vendeu os terrenos, facilitando o pagamento.O loteamento tinha como objetivo atender famílias vindas do interior e o terreno foi dividido em quatro quadras: Bom Futuro, São Jerônimo, Santa Rita e Quinor, num total de 1.200 lotes. As quadras eram circundadas pelo igarapé do Quarenta, formando uma paisagem pitoresca e atrativa, para fixar residências, construção de chácaras, sítios, plantar árvores frutíferas e para o lazer.

Os moradores compraram os lotes diretamente do proprietário, cujo valor era pago em prestações, facilitando rápida expansão do bairro, passando a ser chamado pelos moradores de Nova Betânia. O bairro começa no trecho em que corre o igarapé do Quarenta, encontrando-se com a Lagoa Verde, indo até o beco São José, chegando às ruas Vicente Reis e Edgar Neves. Ao todo o bairro possui mais de 20 ruas, travessas, becos e varadouros ainda existentes.

Com o progresso do bairro a partir da década de 1980, o igarapé do Quarenta começou a perder a pureza de suas águas que tornaram-se poluídas com as margens ocupadas por casas, palafitas e outros tipos de casebres espalhados em seu leito. Os moradores passaram a usar suas margens para lavar roupas, surgiram doenças e tudo piorou em termos de saneamento.

A organização do bairro, iniciada em 1960, foi regular até 1971, mas com a implantação do Distrito Industrial, a partir de 1970, novas famílias se instalaram no local e passaram a ocupar a área pela sua proximidade com as fábricas que ofereciam emprego e renda.

As terras devolutas foram imediatamente invadidas e o crescimento dos problemas foi inevitável. Começaram a surgir pequenos bares, lanchonetes, a segurança tornou-se outro problema, com violência, prostituição e drogas, surgindo bocas de fumo e outros locais não recomendáveis para uma convivência social pacífica.

Mas, as condições começaram a melhorar a partir de 1990, quando o bairro recebeu indústrias e moradores de classe média começaram a construir residências mais confortáveis. Destacam-se entre suas artérias, a avenida Adalberto Vale, que é a principal rua, a São Miguel, São Jerônimo, primeira rua aberta no bairro, a São Lázaro, Santa Etelvina e São Vicente.

BAIRRO ATUALMENTE

Essa região está localizada na Zona Sul de Manaus, limitando-se com São Lázaro, Crespo, Raiz e Morro da Liberdade, abrigando mais de 20.000 moradores, conforme o censo de IBGE de 2010.

Entre as obras mais importantes do bairro Betânia existem atualmente: a igreja de Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos, a igreja Batista Nova Betânia, a Escola Estadual Divina Providência, local onde antes de a igreja católica ser construída eram realizados os cultos religiosos, o Centro de Referência e Assistência ao Idoso, dois campos de futebol, e outros recantos para o lazer.

A data de aniversário do bairro é o dia 30 de outubro de 1964, quando houve a ocupação por meio dos loteamentos. E no dia 30 de outubro de 1966 foi celebrada a primeira missa na Betânia. A feira, na rua Adalberto Vale, é o ponto referencial do comércio e fica no mesmo local onde antes foi a praça São Jerônimo, na qual os jovens moradores costumavam marcar encontros e reuniões.

Todo o lazer do bairro era realizado na praça, até esta ser transformada no prédio da feira da Betânia.

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