História do Bairro: Mauazinho

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Sem energia elétrica, saneamento básico ou reconhecimento oficial por quase duas décadas. Esse foi o começo da história do Mauazinho, na Zona Leste, que surgiu em 1968, com a instalação da Zona Franca de Manaus (ZFM).

Mauazinho
Mauazinho (Márcio Rodrigues)

A existência do bairro, entretanto, foi oficializada somente em 10 de agosto de 1986, após publicação da lei nº. 1.840, no Diário Oficial do Município (DOM). Antes de fazer parte da área urbana de Manaus, o terreno era um seringal. Uns afirmam que pertencia ao barão de Mauá. Outros explicam que o nome surgiu pelo fato de o local ficar às margens do rio Mauá. Mas o que poucos sabem é que ribeirinhos construíram as primeiras residências no espaço que pertencia à Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) – e enfrentaram uma luta ferrenha com a autarquia.

Bairro Atualmente

Em meio às ruas estreitas do bairro encontra-se o “Lar Batista Janell Doyle”. Fundado em 12 de outubro de 1996 para ajudar crianças em situação de risco, o local oferece creche, reforço escolar e apoio psicossocial. A instituição sem fins lucrativos, inclusive, acolhe meninos e meninas de 0 a 12 anos, vítimas das mais diversas formas de violência. Eles são reinseridos na família de origem ou encaminhados para o Juizado da Infância e Juventude.

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Mesmo que seja quase “escondido”, o abrigo cristão é referência quando o assunto é adoção. Esta opção é a última alternativa, já que o principal objetivo é que a criança possa voltar para um lar feliz, com os pais biológicos – que são devidamente acompanhados por uma equipe especializada. Apesar dos entraves burocráticos para se adotar, a diretora Magaly Araújo já testemunhou novos papais e mamães darem finais felizes a muitos pequenos.

Com menos tempo de criação, apenas cinco anos, o “Social Violeta” é um dos grandes trunfos do bairro. O projeto social da Petrobras oferece aulas de arte (ballet, música e reciclagem), cursos profissionalizantes (informática, administração, contabilidade, almoxarifado, operador de caixa, entre outros), esportes (futsal e natação) e alfabetização. O trabalho é feito em parceria com a Polícia Militar do Amazonas e o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam).

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