Homem vive em cidade fantasma no Amazonas

103

O japonês Shigeru Nakayama, de 62 anos, chegou ao Brasil há mais de 50 anos. Ele nasceu em Fukuoka, no sul do Japão, e mudou-se durante o grande fluxo migratório de japoneses no começo dos anos 1960.

E, todos os dias, cuida de "sua" cidade, andando sempre com um facão como forma de proteção.
Todos os dias, cuida de “sua” cidade, andando sempre com um fac√£o como forma de prote√ß√£o.

Na √©poca, o Jap√£o passava por dificuldades econ√īmicas e o Brasil precisava de m√£o de obra na agricultura. Ent√£o, a fam√≠lia de Shigeru assentou-se no Para.

Em 2001 o japon√™s chegou a Air√£o Velho, depois de viver numa √°rea da Amaz√īnia onde autoridades criaram um parque nacional, expulsando os colonos.

Nessa época um descendente do clã Bezerra, que controlava o local, pediu à Shigeru que tomasse conta do local.

O munic√≠pio de Air√£o Velho, distante 180 km de Manaus, teve seu auge h√° mais de 100 anos, durante o per√≠odo do Ciclo da Borracha, quando a regi√£o era movida pela explora√ß√£o do l√°tex. Sua decad√™ncia econ√īmica traduziu-se na partida dos moradores.

 A cidade de Air√£o Velho, a 180 km de Manus, no Estado do Amazonas, teve seu auge h√° mais de 100 anos e sua decad√™ncia econ√īmica traduziu-se na partida dos moradores.
A cidade de Air√£o Velho, a 180 km de Manaus, no Estado do Amazonas, teve seu auge h√° mais de 100 anos e sua decad√™ncia econ√īmica traduziu-se na partida dos moradores.

Shigeru Nakayama √© o √ļnico homem vive ali e tornou-se o guardi√£o da cidade. Hoje, o japon√™s recebe e guia turistas, a maioria estrangeiros, mas recusa-se a cobrar entrada. Em troca, recebe comida e doa√ß√Ķes dos visitantes.

Em sua pequena casa de madeira, de apenas tr√™s c√īmodos e ch√£o de terra, montou um pequeno museu onde reuniu objetos hist√≥ricos recolhidos nas imedia√ß√Ķes.
Em sua pequena casa de madeira, de apenas tr√™s c√īmodos e ch√£o de terra, montou um pequeno museu onde reuniu objetos hist√≥ricos recolhidos nas imedia√ß√Ķes.

Conhecido como “Ermit√£o da floresta”, ele j√° teve duas companheiras no passado, porem a ultima, uma professora, morreu na √©poca que ele decidiu fazer a vida em Air√£o Velho.

Shigeru diz que proteger a cidade fantasma é complicado, pois com o avanço da selva o trabalho de manutenção não tem fim. Preservar e honrar a memória é questão de respeito, conclui o japonês.

Coment√°rios