Instalação de dança “Gotas” nos dias 18 e 19 de julho agitam o centro de Manaus

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Um convite à pausa na rotina e correria do dia a dia e um momento de contemplação da humanidade e da dança presentes nas pequenas coisas do cotidiano. Essa é a proposta da instalação de dança “Gotas” que o núcleo artístico Maya-Lila traz nos dias 18 e 19 de julho ao público que circula pela Praça Heliodoro Balbi, no centro de Manaus (AM).

Instalação de dança "Gotas"  / Divulgação
Instalação de dança “Gotas” / Divulgação

Depois de intervenções realizadas em São Paulo, Bahia e em Portugal, agora é a vez dos manauaras participarem dessa instalação interativa que tem sessões de aproximadamente 90 minutos. “Diretamente relacionado com uma pausa do olhar, pois estamos parados em poses, em ‘Gotas’ queremos realmente estimular as pessoas a observarem o ambiente de uma maneira mais sensível, conecta-las às sutilezas do movimento”, explica a bailarina Marilia Coelho.

Instalação de dança "Gotas"  / Divulgação
Instalação de dança “Gotas” / Divulgação

Para Melina Scialom, trazer o “Gotas” para o Norte do país, e em especial à Manaus, será uma experiência fantástica para o grupo. “Levar as gotas para a região é ter a chance de levar a poesia do movimento produzida no Sudeste para se misturar ao Norte Amazônico do Brasil, onde a natureza nativa do país ainda revela sua potência. Para nós é um privilégio poder inserir nossa arte e se misturar ao público local, que tem a chance de trazer seu próprio imaginário para dentro da obra.”

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Saindo de Manaus, a turnê de “Gotas” passará ainda em Julho por Rio Branco (AC), nos dias 22 e 23, por Belém (PA), em 27 e 28, e por Macapá (AP), nos dias 1º e 2 de agosto.

Instalação de dança "Gotas"  / Divulgação
Instalação de dança “Gotas” / Divulgação

SERVIÇO

O que: instalação de dança Gotas
Quando: 18 de Julho, às 11h e às 15; 19 de Julho, às 11h
Onde: Praça Heliodoro Balbi, em frente ao Museu Tiradentes

GOTAS

Três bailarinas penduradas em casulos de tecidos que transparecem delicadamente a silhueta humana. A alguns metros do chão, as artistas dançam uma lenta coreografia em uníssono, onde criam diferentes e contemplativas posições dos corpos suspensos.

O líquido que escorre sobre cada casulo e pinga no chão dá forma de seiva e veias a estes “frutos”. Sob cada artista há um regador com água que está disponível para o público interagir se desejar.

Estas curiosas imagens, avessas e extraordinárias, geram uma distorção na paisagem rotineira das pessoas, chamando atenção para a contemplação e a desaceleração do estado de presença. Neste momento de percepção, é possível observar a dança do ambiente que acolhe a instalação, já que a longa duração das poses corporais evidenciam o movimento ao redor.

Esta obra cria uma analogia poética entre os sistemas reprodutivos dos seres humanos e dos vegetai, pois as pessoas “brotam” e podem ser cultivadas pelos transeuntes, que têm a chance de interagir com a instalação.

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