Julgamento de Marcelaine Schumann, amante afirmou que a socialite queria reatar relacionamento durante liberdade provisória

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Na manhã desta quarta-feira (1º de junho), por volta das 9h, o julgamento da dona de casa, Marcelaine dos Santos Schumann, 37, e dos envolvidos na tentativa de homicídio de Denise Silva, que aconteceu no em 12 de novembro de 2014, no estacionamento de uma academia, quando a vitima estava saindo com seu carro.

O julgamento presidido pelo juiz Mauro Antony, começou com atraso. Karen Arevalo, Charles Mac Donald’s Castelo Branco e Rafael Leal dos Santos, o “Salsicha”, também estão sendo julgados.

Denise Silva, a vitima, foi a primeira a ser ouvida, e relatou sobre o dia do crime. Ela disse que Marcelaine ligava e mandava mensagens para o marido dela durante cinco meses.  Ela afirmou não conhecia a Marcelaine, e não respondeu a promotoria, quando foi questionada se também teve um caso com Marcos Souto, ‘porque queria preservar a moral dela já que é casada há 19 anos e tem um filho de três meses’.

Denise Silva /Foto: Pedro Braga Jr.
Denise Silva /Foto: Pedro Braga Jr.

Durante um encontro com a vitima, Marcelaine justificou que mantinha um caso com Marcos Souto, pois seu marido havia ficado impotente após um câncer de próstata.

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Denise falou que teve vontade de bater em Marcelaine, mas que não tinha tempo pra isso. Continuou, “a Marcelaine me trouxe problemas em casa. Graças a Deus, tenho uma base muito sólida, mas ela me trouxe muitos transtornos de uma forma geral. Se mostrou uma pessoa com a mente maquiavélica a ponto de arquitetar a minha morte pelos motivos mais fúteis possíveis”. Quando perguntaram por que não se afastou de Marcos, ela respondeu: “Eu tentei por várias vezes me afastar dele, porém, havia muita insistência por parte dele. Pedi que ele se afastasse também”.

O segundo depoimento foi do delegado Paulo Martins, testemunha, a época do crime era o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Questionado pela defesa de um dos réus, sobre uma suposta tortura, Martins negou as acusações. A delegada Geórgia Soares Pereira Cavalcanti, que participou das investigações conduzidas pela DEHS, também foi ouvida.

O pivô da tentativa de assassinato, o empresário Marcos Souto, afirmou, “Nunca imaginei que a Marcelaine fosse capaz disso”. Marcos disse ainda, que a relação com Marcelaine durou 9 anos e o caso com Denise por dois anos. E confirmou que durante o relacionamento com Marcelaine, teve envolvimento passageiro com outras mulheres, mas foi amante com a Denise também.

Momento que Marcos Souto, afirma ter tido um caso extraconjugal com Denise e Marcelaine
Momento que Marcos Souto, afirma ter tido um caso extraconjugal com Denise e Marcelaine

Marcos disse que sua mulher não sabia de nada e que seu casamento dele era perfeito. A esposa soube apenas depois do ocorrido, e que a relação foi mantida. “Eu amo a minha esposa”, disse Souto.  Quando perguntado se amava Marcelaine, ele declarou: “A Marcelaine era minha amiga, gostava muito dela. Amar é subjetivo”.

Marcos disse que quando Marcelaine foi colocada em liberdade provisória, ela o procurou para que eles reatassem o caso amoroso, mas ele não quis.

Marcelaine dos Santos Schumann/Fotos: Sandro Pereira
Marcelaine dos Santos Schumann/Fotos: Sandro Pereira

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