Largo de São Sebastião: Patrimônio Histórico e Cultural Do Estado do Amazonas

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INTRODUÇÃO

O largo de São Sebastião é um importante ícone para o cenário histórico e cultural de Manaus, pois está diretamente relacionado com o Ciclo Econômico da Borracha que abrange o final do século XIX e inicio do século XX.

Falar deste importante símbolo é também abordar a importância e história de monumentos, praças, prédios e outros que embelezam a cidade de Manaus uma vez que existe uma relação entre suas histórias.

Buscaremos fazer a contextualização do período histórico abordando de maneira breve os principais fatos ocorridos desde o fim da monarquia até o inicio da republica, as transformações que ocorreram na cidade de Manaus nos aspectos social, político e cultural durante este período, bem como a época da instauração da Zona Franca de Manaus até os dias atuais.

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Em especial daremos atenção a historia do Largo de São Sebastião, mostrando sua importância para a cultura, história, economia da população de Manaus.

Apresentaremos o Largo de São Sebastião, seu simbolismo, sua relevância histórica e cultural ao povo amazonense.

MANAUS: BELLE ÉPOQUE, A PARIS DOS TRÓPICOS

Antes de nós explorarmos o tema sobre o Largo de São Sebastião, é preciso voltar ao passado e lembramos historicamente em que época este foi idealizado. Assim é importante abordarmos o fim do período da Monarquia e o inicio da Republica.

Como sabemos os últimos anos da Monarquia no Brasil apresentava fragilidade e a revolução por uma República dava seus sinais de ação.

Com a proclamação da Republica (15 de Novembro de 1889), o exílio da família real (17 de novembro de 1889) mais a morte de D. Pedro II aos 66 anos no dia 05 de dezembro de 1891 na cidade de Paris, o sistema de governo monárquico ficou no passado e a esperança para um novo país foi depositada nas novas idéias da Republica.

Fig.1 Manaus em 1865
Fig.1 Manaus em 1865

A euforia que tomava conta de apenas algumas poucas cidades no inicio do período republicano não se via em todas as capitais provinciais. Em Manaus a noticia da Proclamação da República chegou somente 6 (seis) dias após a proclamação em 21 de novembro de 1889.

Ainda nos primeiros anos do novo sistema de governo, Manaus passou a vivenciar profundas transformações, o que antes logo no inicio da sua fundação (1669) era apenas uma grande aldeia, a partir de 1856 começa a receber os impactos de usos e costumes do “branco” . A “Tapera Manaus”, como assim era chamada a antiga aldeia dos Manáos (1669), posteriormente Vila da Barra do São José do Rio Negro (24 de outubro de 1848) e finalmente Manaus (1856), graças ao cultivo da borracha e sua exportação, ganha visibilidade no cenário nacional e atraindo investidores e uma série de novas tecnologia.

Em Julho de 1867 ocorre um importante acontecimento, a Abertura dos Rios Amazônicos à navegação comercial para todas as nações, fato este que contribui bastante para que a borracha tornasse no principal produto econômico do Amazonas.

Monumento de Abertura dos Portos da Amazônia
Monumento de Abertura dos Portos da Amazônia

Em 1892, inicia-se o governo de Eduardo Ribeiro, que tem um papel importante na transformação da cidade, através da elaboração e execução de um plano para coordenar o seu crescimento. Esse período (1890-1910) é conhecido como fase áurea da borracha. A cidade ganha o serviço de transporte coletivo de bondes elétricos, telefonia, eletricidade e água encanada, além de um porto flutuante, que passa a receber navios dos mais variados calados e de diversas bandeiras. A metrópole da borracha inicia os anos de 1900 com uma população em torno de 20 mil habitantes, com ruas retas e longas, calçadas com granito e pedras de liós importadas de Portugal, praças e jardins bem cuidados, belas fontes e monumentos, um teatro suntuoso, hotéis, cassinos, estabelecimentos bancários, palacetes e todos os requintes de uma cidade moderna.

Na fase áurea da borracha, a cidade foi referência internacional das discussões sobre doenças tropicais, saneamento e saúde pública. A cidade realizou grandes ações em parceria com cientistas internacionais, como foi o caso da erradicação da febre amarela, em 1913. No início do século XX, as ações de saneamento estiveram praticamente restritas à Manaus. A situação mudou após a criação do Serviço de Saneamento e Profilaxia Rural, que levou o saneamento para outras partes do Amazonas. A infraestrutura da época abrangia bases fixas de operação nas calhas dos principais rios e embarcações que percorriam as comunidades ribeirinhas. O auge do ciclo econômico transformou Manaus em uma cidade moderna, com as mesmas benfeitorias que chegavam ao Rio de Janeiro, a então capital federal. O desenvolvimento econômico proporcionou também grande circulação de ideias e permitiu o surgimento de um núcleo de médicos que estava a par das discussões científicas mais avançadas a respeito do combate das doenças tropicais. Atualmente, escolas de medicina tropical recém-criadas, como as de Londres e Liverpool, na Inglaterra, enviam missões frequentemente para Manaus.

Em 1910, Manauss ainda vive a euforia dos preços altos da borracha, quando é surpreendida pela fortíssima concorrência da borracha natural, plantada e extraída dos seringais da Ásia, que invade vertiginosamente os mercados internacionais.

É o fim do domínio da exportação do produto dos seringais naturais da Amazônia (quase que exclusivamente gerada no Amazonas), deflagrando o início de uma lenta agonia econômica para a região.

O desempenho do comércio manauara torna-se crítico e as importações de artigos de luxo e supérfluos caem vertiginosamente. Manauss, abandonada por aqueles que podiam partir, mergulha em profundo marasmo. Os edifícios e os diferentes serviços públicos entram em estado de abandono.

2. LARGO DE SÃO SEBASTIÃO : SUA HISTÓRIA

A Belle Époque , movimento que surgiu na França entre o final do século XIX e o início do século XX, visava a estruturação das cidades e a qualidade de vida de sua população, inspirado nestes pensamentos ,os governantes da época procuraram modernizar e embelezar a cidade de Manaus, visto que em sua fase áurea a comercialização da borracha gerava riqueza e transformava pequena cidade em uma metrópole.

Manaus passa a possuir grandes obras urbanisticas tendo grande influência direta do prefeito de Paris, o Barão de Haussman, e é nesse período que surge em Manaus os espaços de sociabilidade e áreas para diversas manifestações, cria-se então as praças da cidade com destaque para a Praça São Sebastião.

E falar este monumento historico de Manaus, e necessário citar os patrimonios que estão diretamente ligados à sua história, são eles: Teatro Amazonas, a Igreja de São Sebastião e o Monumento de Abertura dos Portos do Amazonas ao Comércio Mundial, as Casas ou Edifícios antigos (a Casa J. G. Araújo, a Casa Ivete Ibiapina – Casa da Música, a Casa das Artes) que hoje compõem o atual Centro Cultural Largo de São Sebastião.

O local onde hoje fica localizado a Praça de São Sebastião, era uma pequena roça cujo proprietário era o Tenente-Coronel Antonio Lopes de Oliveira Braga. O local foi desapropriado em 1844. No dia 7 de setembro de 1866, o então Diretor de Obras Públicas do Amazonas, médico Antonio Davi Vasconcelos de Canavarro solicitou a preparação do terreno para que nele fosse eregido uma coluna de pedra, com seis metros de altura e com quatro faces lisas. Essa modesta coluna foi consagrada ao ato de abertura do rio Amazonas ao comércio mundial, firmado pelo então Imperador do Brasil Dom Pedro II.

No ano de 1898, devido à necessidade de fazer com que a praça se tornasse mais freqüentada houve a construção de um outro monumento, já que a coluna apresentava em processo de deterioração. O escritor Mário Ypiranga (1972, p.45), afirma que esta nova inauguração deu-se no dia 5 de setembro de 1900.

O artista italiano Domenico de Angelis é o autor do monumento atual, porém, não foi o mesmo quem executou o projeto, uma vez que era normal o artista italiano contar com uma equipe de apoio. Domenico de Angelis não chegou a ver o monumento como um todo instalado no Largo de São Sebastião, uma vez que o mesmo faleceu em março de 1900, ou seja, antes da inauguração do monumento.

Mário Ypiranga tece algumas críticas com relação ao Monumento de Abertura dos Portos do Amazonas ao Comércio Mundial, já que o mesmo não apresenta nenhum traço característico da região amazônica, a não ser o escudo do Amazonas. O calçamento em torno do Monumento de Abertura dos Portos do Amazonas ao Comércio Mundial foi executado por Antônio Augusto Duarte, que calçou a praça com paralelepípedos de granito de origem portuguesa nas cores pretas e brancas, uma alusão ao encontro das águas negras do rio Negro com as águas barrentas do rio Solimões.

A partir da década de 60 (século XX), Manaus começa a viver um novo ciclo de sua história com a instalação da Zona Franca de Manaus.

Com o programa de Governo de Juscelino Kubitschek (5 Metas) ou 50 anos em 5, a região norte passou a ser alvo de projetos para desenvolvimento regional, através da ocupação e integração da região ao restante do país. A partir do desenvolvimento da Zona Franca, a vida e a implantação do Distrito Industrial de Manaus em 1967, por meio do Decreto-Lei 288, de 28 de fevereiro de 1967em Manaus foi modificada radicalmente. Segundo Márcio Souza (1990, p.162), Manaus transformou-se em dois aspectos: o urbanístico, com o aumento da população e atração de comerciantes internacionais que lotaram as ruas do comércio de consumidores apressados e inaugurou indústrias de esteira de montagem; e o social que colocou à luz do dia os problemas já hoje crônicos de um modelo social inadequado.

Segundo Monteiro, a Praça de São Sebastião e, conseqüentemente, o Teatro Amazonas se viam esquecidos pelas autoridades durante a Zona Franca, veja:

… a imprensa martelava no assunto, vez em quando, gritando contra a

displicência das autoridades e pedindo para abrir o Teatro a companhias

teatrais, este servia de refúgio e couto a vagabundos e prostitutas. A falta de

iluminação adequada atraia para o recinto a malta de desocupados que a Zona

Franca de Manaus imantava, e a carência de policiamento libertava atividades

suspeitas, um mundo de marginalidade profissional que se acantonava dentro

daquelas paredes a desfrutar maconha e outros vícios. (MONTEIRO, 1997,

p.33)

Essa presença do processo do industrialismo e da inserção de novos grupos sociais é percebida também nos patrimônios históricos de Manaus. No caso da Praça de São Sebastião e no entorno do Teatro Amazonas, houve uma invasão dos automóveis nestes logradouros, onde as suas calçadas e o seu entorno serviam para o tráfego de veículos e também de estacionamento de carros para as pessoas que se deslocavam ao centro da cidade, sendo isto verificado até a década de 90. Na administração do prefeito Frank Lima, em 1974, as calçadas do Largo que abrigavam o entorno do Teatro foram substituídas por asfaltos para dar passagem ao fluxo de carros que circulavam no local.

Somente a partir do final da década de 90 e início do ano 2000 é que o Largo de São Sebastião passou a adquirir suas características próximas ao original. A retomada da valorização do patrimônio histórico do Largo de São Sebastião só foi adquirida com a efetivação do programa Manaus Belle Epoque e do projeto de Revitalização do entorno do Teatro Amazonas e da Praça São Sebastião. Entretanto, antes desse projeto, houve outros, um 1974 e um 1990, que buscavam a Restauração e Recuperação do Teatro Amazonas.

De acordo com Monteiro (1997, p.9) o Teatro Amazonas, no período de 1937 a 1971, passava pela maior crise cultural que se havia registrado no Amazonas. Nesse momento o teatro recebia apenas algumas companhias, sendo que a sua receptividade era negativa, haja vista que haviam outras manifestações divertidas que atraiam uma população deculturada. Porém, existia a persistência de alguns amadores de Manaus em pôr a arte para frente.

Somente em 1971, no governo do Coronel João Walter de Andrade que se verificou a viabilidade da restauração do teatro, mas a obra esbarrava na falta de verba para sua execução. O ano de 1972 foi quase todo dedicado a conseguir numerários para a obra. Em junho deste mesmo ano, o governador João Walter manteve conversas com o ministro Jarbas Passarinho e conseguiu obter uma verba de Cr$ 760.000,00, sem ser suficiente, porém, para a execução total da obra. Sabe-se que o Embaixador de Londres, Dr Sérgio Correa da Costa, ao passar em Manaus, esteve reunido com o governador do Estado e foi convencido a doar Cr$3.600.000,00 para a restauração do teatro, em 7 de julho de 1973, o Presidente da República, General Emílio Garrastazu Médici, concedeu três milhões para a obra.

Estabelecidos os contratos e havendo a necessária verba para o custeio da recuperação do teatro, a Construtora Odebrecht começou a montar o canteiro de obras em 9 de julho de 1973.

Segundo Monteiro, (1997, p.49) no dia 9 de julho, deu-se início aos trabalhos. O palco começava a ser esvaziado, e no dia seguinte, trabalhava-se na vedação das rampas de partida, escaladas de acesso da praça de São Sebastião e da Avenida de Eduardo Ribeiro. A 19 de julho, o piano do Teatro era removido para a Escola Técnica. No dia 3 de setembro, a direção de obras do teatro remeteu uma carta à Prefeitura de Manaus, solicitando o pedido de orçamento a CEM- Cia de Eletricidade de Manaus para os serviços necessários á iluminação externa do Teatro Amazonas.

Dava-se então por encerrada, no final do ano de 1974, a primeira Recuperação e Restauração do Teatro Amazonas. Somente dezesseis anos depois, no governo de Amazonino Mendes era iniciada a segunda restauração do teatro.

Em 1990, no governo de Amazonino Mendes, realizou-se a segunda restauração do Teatro Amazonas realizada pela construtora Comagy (Construções e Comércio Atayde Girardi Ltd). Essa restauração na verdade era apenas para refazer o que havia sido deteriorado com o tempo.

A partir de 2000 iniciou-se o Projeto de Revitalização Urbanística da área do entorno do Teatro Amazonas, que está sendo executado pelo governo do estado do Amazonas através da Secretaria de Estado da Cultura com o objetivo do restabelecimento da harmonia estética e ambiental do conjunto arquitetônico.

A área de influencia do projeto é formado pelas ruas Dez de julho, Costa Azevedo, José Clemente e Avenida Eduardo Ribeiro e ainda os 38 imóveis existentes na área. O projeto está dividido em 5 tipos de intervenções: o Tipo 1 consiste nos serviços de reconstituição ou adequação necessárias para o retorno das características originais da fachada e recomposição cromática dos imóveis; Tipo 2- corresponde aos serviços de pequenas reconstituições necessárias para o retorno das características originais da fachada e recomposição cromática dos imóveis; Tipo 3- corresponde aos serviços de reforma da fachada e cromatização; Tipo 4- refere-se a limpeza total da fachada da Igreja de São Sebastião e o Tipo 5- corresponde aos serviços de manutenção.

Inaugurado em 2004, o Centro Cultural do Largo de São Sebastião é um espaço criado e mantido pelo Governo do Estado do Amazonas, através da Secretaria de Cultura, com a finalidade de resgatar a memória local com a revitalização da área, além de se tornar um local de entretenimento e lazer.

No Centro Cultural do Largo de São Sebastião são desenvolvidas várias atividades como: passeio de charrete com três charretes que estão a disposição do público para que possam revisar a história de Manaus do período da borracha; brincadeiras infantis onde são oferecidos brinquedos confeccionados em madeiras, com a finalidade de resgatar brincadeiras de época como: pula corda, pião, perna-de pau, futebol de botão, macaca, casinha de boneca, boneca de pano, entre outros; shows artísticos (teatro, dança e música) com apresentação de artistas regionais, com a finalidade de valorizar a cultura local; clips musicais como uma atração oferecida ao público que se faz presente ao Largo para assistir o programa Carrossel da Saudade, com musicais nacionais e internacionais.

O Centro Cultural do Largo de São Sebastião é composto por diversos espaços como: o Teatro Amazonas, a Casa Ivete Ibiapina, a Casa do Restauro, a Casa J.G Araujo, a Casa das Artes e o Centro Cultural Claudio Santoro. A Casa Ivete Ibiapina ou a Casa da Música foi inaugurada no dia 6 de novembro de 2001, ao lado do Teatro Amazonas. O casarão, lugar onde a pianista amazonense Ivete viveu sua paixão pela música, foi completamente restaurado pelo Governo do Estado. Essa casa possui uma sala de concertos Carlota Ribeiro com capacidade para 40 lugares; o Teatro de Bonecos Peteleco com capacidade para 80 lugares, sendo 50 para crianças e 30 para adultos; uma sala de vídeo com capacidade para 24 lugares; o Espaço Lindalva Cruz com capacidade para 58 lugares e equipamentos como: audiofones, aparelho de DVD, aparelho de som Home Theater, projetor de imagem, tela para projeção, microfone, aparelho de vídeo e um piano de meia cauda.

Atualmente o Centro Cultural Largo de São Sebastião já se encontra consolidado como um espaço de lazer e entretenimento da população manauense, assim como um atrativo e ponto turístico da cidade. Dessa forma podemos verificar um exemplo positivo de gestão e cuidado do poder público com o patrimônio histórico-cultural de Manaus.
Atualmente o Centro Cultural Largo de São Sebastião já se encontra consolidado como um espaço de lazer e entretenimento da população manauense, assim como um atrativo e ponto turístico da cidade. Dessa forma podemos verificar um exemplo positivo de gestão e cuidado do poder público com o patrimônio histórico-cultural de Manaus.

Observando a necessidade de preservação dos bens patrimoniais representados por museus, monumentos e locais históricos, que a atividade turística tem, então ela se apropria desses espaços tomando-os como produto para a sua exploração , sendo assim uma das alternativas para se preservar e proteger o patrimônio histórico. De acordo com Rodrigues (2003, p.15): além do valor cultural especifico, do ponto de vista do turismo cultural, os bens patrimoniais possuem outro valor, o de serem objetos indispensáveis, cujo consumo constitui a base de sustentação da própria atividade turística.

Assim verificamos que o turismo pode ser uma das opções para se proteger e utilizar o patrimônio histórico. A realização de eventos em locais históricos é um exemplo disso, já que se torna um agente capaz de promover o patrimônio histórico-cultural (MELLO NETO, 2003, p.58).

Em Manaus podemos observar a realização de eventos capaz de estimular a visitação e a observação do patrimônio histórico tanto pelos habitantes da cidade como pelos turistas.

Como é o caso do evento Festival de Ópera do Amazonas , promovido pelo Governo do Estado do Amazonas, através da Secretaria de Cultura, que esse ano de 2010 realiza a sua décima quarta edição

Assim, para que os patrimônios históricos de Manaus possam servir ao conhecimento do passado e ser também testemunho de experiências vividas, pela coletividade ou individualmente, se faz cada vez mais necessárias ações conjuntas entre as diversas esferas do poder público aliada à sociedade civil organizada para se definir políticas patrimoniais que reconheçam que esses espaços são de suma importância para a história da cidade e para seus habitantes.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Primeiramente, fazem-se necessárias pesquisas a respeito da questão da educação patrimonial em todos os setores da nossa sociedade. Nesse sentido, a universidade tem papel importante, pois ela poderá produzir debates e financiar mais projetos de pesquisa sobre os patrimônios existentes na cidade.

É necessário também que nós passemos a conhecer a cidade, que caminhemos por ela e olhemos o que existe nela, ou seja, devemos redescobrir o nosso espaço com o olhar de um turista, onde este observa o lugar visitado com o olhar atento a todos os detalhes que surgem.

É também urgente que o poder público olhe com mais carinho para o nosso patrimônio, fazendo políticas de preservação e conservação dos bens culturais, e que não se limitem apenas aos processos de tombamento, mas que atuem nos diversos espaços públicos da cidade. E que as pessoas que irão trabalhar nos diversos órgãos responsáveis pelo patrimônio, sejam de fato competentes e compromissados com os espaços da cidade.

É necessário darmos atenção aos bens patrimoniais, pois eles são a referências da nossa história e da nossa própria identidade.

REFERÊNCIAS

  • Governo do Estado do Amazonas. Secretaria de Cultura de Estado da Cultura. Programa Manaus Belle Époque. Manaus, 2001
  • MESQUITA, Otoni Moreira de. Manaus: história e arquitetura – 1852-1910. Manaus, 1997
  • MONTEIRO. Mário Ypiranga. Teatro Amazonas. Manaus: Sebrae, 1997.4 v

 

Autor

Cristiano Almeida

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