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Lenda Urbana – Os espíritos dos cemitérios indígenas

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Um geólogo, meu professor, que trabalhou para a empresa estatal CPRM, narrou certa vez em sala de aula, que em uma excursão de pesquisas minerais com sua equipe, viajavam de “voadeira” subindo o rio Nhamundá, afluente do rio Amazonas, quando foram surpreendidos pela noite que caiu repentinamente como um manto escuro sobre aquela região. Sem condições de prosseguir viagem num rio cheio de corredeiras e perigoso, acamparam numa bonita ponta de praia que encontraram, onde resolveram armar suas barracas de campanha e ali pernoitaram.

Lenda Urbana - Os espíritos dos cemitérios indígenas
Lenda Urbana – Os espíritos dos cemitérios indígenas

Narrando sua experiência nessa viagem, contou que foi sua pior noite já vivida ao longo de seu trabalho naquela região, pois quando a escuridão caiu definitivamente, só se ouvia ruídos de miados e esturros assustadores de animais de hábitos noturnos, não sabendo se vinham da mata próxima ou do rio. Sozinho em sua barraca, não conseguiu dormir com “algo sobrenatural” que tentava lhe esganar em seu colchonete. Não conseguia se mover para se levantar nem gritar para seus colegas, se sentia como que paralisado, sua mente raciocinava, mas o corpo não respondia. Aquela sensação aterradora dava-lhe uma folga, pensava que tudo ia ficar bem, mas logo recomeçava aquele pesadelo de novo, chegou até a pegar uma arma, mas nada podia fazer com ela. Isso durou a noite toda, não o deixando dormir direito.

Ao amanhecer, com vergonha de ser chamado de medroso pelos colegas não comentou nada, tomaram café, desarmaram as barracas, embarcaram e saíram, quando a “voadeira” deu a volta naquela ponta de praia, ele viu grandes pedras e uma gruta, rodeadas de plantas estranhas, todas floridas. Pediu ao barqueiro e guia que aportasse para que ele colhesse algumas flores e mudas que achou interessante a fim de levar para sua esposa plantar em seu jardim.

Foi quando curiosamente perguntou ao guia o porquê daquele pequeno lugar ser estranho e diferente da vegetação ao redor; então foi informado pelo guia que aquele lugar que pernoitaram e onde tinha as flores, era na realidade as ruínas de um “cemitério indígena” abandonado. Ficou apavorado, jogou as flores e as mudas na água, se benzeu e pediu que saíssem o mais rápido possível daquele lugar assustador, só então contou o ocorrido da noite anterior para risos de uns e espanto de outros colegas, prometendo que nunca mais voltaria ali nem que fosse para colher diamantes…

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4 Comentários

  1. Jonas Lêda

    18 de novembro de 2013 at 18:45

    boa história. mas se isso se passasse com um amigo meu, eu estaria em meio aos que ririam do espanto dele e dos demais…
    amo ler histórias da nossa terra!!

  2. Jonas Lêda

    18 de novembro de 2013 at 18:45

    boa história. mas se isso se passasse com um amigo meu, eu estaria em meio aos que ririam do espanto dele e dos demais…
    amo ler histórias da nossa terra!!

  3. Gilmar Honorato

    1 de dezembro de 2013 at 12:51

    quem é o geólogo da CPRM? diga-lhe o nome do santo que lhe direi se é kaô ou não… Já encontrei vários cemitérios indígenas e não rolou nada disso… (Sou geólogo da CPRM)

  4. Gilmar Honorato

    1 de dezembro de 2013 at 12:51

    quem é o geólogo da CPRM? diga-lhe o nome do santo que lhe direi se é kaô ou não… Já encontrei vários cemitérios indígenas e não rolou nada disso… (Sou geólogo da CPRM)

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