Manáos

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Vem do braço do Rio Negro
essa sanha imperial,
que portugueses tomaram
na Amazônia tropical.

Vem do verde da floresta
de banibas e passés,
os tambores abençoando
Manáos e a tribo de Barés.

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É chegado o canto pleno
à terra de Ajuricaba,
Nossa Senhora Conceição
proteja São José da Barra.

Manáos, mãe dos deuses, brada o guerreiro.
Nasce tua vila, palhas de inajá e de buçu.
Saudemos tua criação, do caboclo primeiro,
Filhas de Tuxauas, nativo sonho bruxo.

Manaus nativa e bela
de encanto vegetal,
inspiração romântica
do barroco ancestral.

Face de belle èpoque
traduz a beleza pagã,
nobres e palácios
seduzindo a cunhatã.

Do seringal a borracha,
e o bonde que logo passa,
progressa “Paris dos Trópicos”,
na tua memória de graça.

E reina um novo tempo,
Índio, caboclo, imigrante.
Zona Franca dos andantes
e de esperança manauara.

Lusa-feme acolhedora,
és do norte sedução,
Capital do Amazonas
és do povo inspiração.

Manáos por Alberto Nunes

Manáos por Alberto Nunes
Manáos por Alberto Nunes

 

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