Morre Jorge Tufic, compositor do hino do Amazonas

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Na última quarta-feira (14) morreu aos 87 anos, em São Paulo, o poeta e escritor Jorge Tufic, ele lutava contra um câncer no pulmão.

Tufic era natural de Sena Madureira (AC) e ele escreveu a letra do hino do Amazonas, em cima de música de Cláudio Santoro. Também ocupava a cadeira número 18 na Academia Amazonense de Letras (AAL) do patrono Jonas da Silva.

Morre Jorge Tufic, compositor do hino do Amazonas - Imagem: Divulgação
Morre Jorge Tufic, compositor do hino do Amazonas – Imagem: Divulgação

Atualmente, o poeta morava em Fortaleza (CE), onde atuava como escritor. O corpo dele deverá ser cremado, e as cinzas serão depositadas junto com as da esposa, em São Paulo.

Biografia de Jorge Tufic

Tufic iniciou sua educação em sua cidade de origem, transferindo-se posteriormente para Manaus, onde concluiu os estudos. Em 1976, foi agraciado com o diploma “O poeta do ano”, prêmio concedido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas, em reconhecimento à sua vasta e intensa atividade literária.

Teve seu nome inserido em várias antologias, entre as quais destacam-se “A Nova Poesia Brasileira”, organizada em Portugal por Alberto da Costa e Silva, e “A novíssima Poesia Brasileira”, que Walmir Ayala lançou na Livraria São José, no Rio de Janeiro, em 1965.

Era sócio-fundador da Academia Internacional Pré-Andina de Letras, com sede em Tabatinga, no estado do Amazonas. Fez várias conferências literárias e era membro efetivo de algumas entidades culturais, tais como: Clube da Madrugada, Academia Amazonense de Letras, União Brasileira de Escritores (Seção do Amazonas) e Conselho Estadual de Cultura.

Pertenceu à equipe da página artística do Clube da Madrugada, “O Jornal” e do “Jornal da Cultura”, da Fundação Cultura do Amazonas. Colabora em vários órgãos de imprensa, com especialidade no Suplemento Literário de Minas Gerais. Jorge Tufic é o autor da letra do Hino do Amazonas, contemplado que foi com o primeiro lugar em concurso nacional promovido pelo governador José Lindoso em 1980.

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