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Motoristas de app de Manaus fazem manifestação exigindo segurança

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Os desafios na vida dos motoristas de aplicativos estão a cada dia piores, segundo representantes dessa categoria. Pensando nisso, um grupo se reuniu nesta quarta-feira (19) em manifestação para reivindicar melhorias das plataformas e pedir segurança das autoridades locais. A paralisação aconteceu na área de concentração do Sambódromo, localizado na rua Loris Cordovil, bairro Alvorada, zona Centro-oeste.

Com 36 equipes de motorista em Manaus, a categoria conta com representantes e líderes nesta paralisação. Gleide Lima trabalha na plataforma há três anos e atua na UBer, 99 e Garupa. Para ela, participar deste movimento é um grande passo para mudança, já que essa iniciativa visa mudanças no trabalho destes condutores.

“São sete mortes na cidade desde a chegada da plataforma em Manaus. Estamos nos mobilizando, principalmente, os seis líderes locais que estão à frente da categoria porque hoje somos mais de 20 mil motoristas rodando diariamente. Precisamos nos organizar de uma forma ou de outra. Então montamos equipes, associações, porém, é um modo novo. Nosso parceiro Igson morreu em 2018, não podemos deixar isso como está. Hoje temos o Projeto de Lei que segue em trâmite na câmara”, disse Gleide.

Imagem: Divulgação

 

Thiago Rodrigues é coordenador dos motoristas na região e é um dos responsáveis pela organização dos manifestantes. A expectativa do líder é que um novo rumo seja tomado na vida deles.

“Somos assediados com frequência por homens e mulheres. Agressões físicas e verbais são frequentes em nosso dia a dia. Acredito que muitos de nós já fomos assediados, assaltados e até mesmo bloqueados. Foi vítima e acabou se tornando culpado. Nossa categoria precisa ser respeitada como trabalhadora. Estar aqui é um ato de desespero para reivindicar melhorias nas taxas, segurança. Temos o direito de ir e vir. Esse é apenas o primeiro passo para uma nova versão. Estamos cansados dos abalos psicológicos que já sofremos”, disse o coordenador.

Opinião de quem fica na rua

Flávio Nascimento trabalha no ramo há três anos. Ele relatou ao EM TEMPO que inúmeras vezes já ficou constrangido por situações diversas sob o controle do seu veículo. Ele trabalha na equipe Zumbir Drive e sempre veste a camisa para identificação. Para ele, a plataforma poderia ser mais rígida com o perfil dos passageiros e exigir informações que transmitam segurança ao motorista de aplicativo.

“Nome fake é o que mais acontece. Tem passageiro que não usa foto de perfil. Eles colocam, por exemplo, ‘Trator’ e, a gente tem que buscar, mesmo sem saber do que se trata. As taxas, também, estão abusivas. Nosso lucro está dividindo entre manutenção do carro, limpeza, gasolina entre outros. Mas realmente a segurança é o nosso maior pedido”, relatou o motorista.

 

Imagem: Divulgação

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