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Nacional mira Série A após injeção milionária de empresa chinesa

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O poderio financeiro da China está chegando ao Brasil. A empresa chinesa Ledman Sports, divisão esportiva da Ledman Optoelectronic, gigante da fabricação de LEDs, vai assumir o comando do futebol do Nacional-AM, que irá disputar a Série D a partir do dia 22 deste mês. O acordo valerá por 20 anos e os chineses já investirão 1 milhão de dólares no clube (R$ 3,2 milhões) no ato da assinatura do contrato, prevista para acontecer até o fim deste mês. A meta dos chineses é subir, o quanto antes, para o Brasileirão da primeira divisão. A Ledman Sports também já adquiriu o Newcastle Jets, atual segundo colocado no Campeonato Australiano, e comanda o Shenzhen Ledman, atualmente na terceira divisão chinesa. O grupo também tem, desde 2016, os direitos sobre o nome da segunda divisão de Portugal, hoje chamada de Ledman Liga Pro.

A história com o Brasil começou a nascer em agosto de 2017. A empresa brasileira BSI Soccer, presidida pelo ex-jogador Fábio de Souza e que atua no futebol da China agenciando jogadores, firmou parceria com a Ledman. O grupo vinha crescendo seus investimentos no futebol e mostrou interesse em gerenciar um time no Brasil. Em poucas semanas a ideia foi para a frente e, então, o passo seguinte foi buscar uma equipe. Neste processo, uma indicação ligou Fábio ao ex-jogador Luiz Américo, que hoje é executivo do polo industrial da Zona Franca de Manaus em Manaus. Luiz fez um projeto para que a Ledman assumisse um clube da capital amazonense, os chineses gostaram do que viram e a BSI passou a intermediar, em janeiro, o papo entre a Ledman e o Nacional, clube que Luiz defendeu como jogador e foi buscar para o seu plano.

Grupo chinês investe em time do AM e faz planos para chegar na Série A
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A entre conversa Nacional e Ledman evoluiu, Luiz virou representante da BSI no Brasil e, por ter desenvolvido o projeto e costurado o acordo, vai se tornar presidente do Nacional assim que o contrato for assinado, virando um braço dos chineses no Amazonas. Os sócios do Nacional aprovaram a terceirização do futebol de forma unânime em reunião no dia 23 de março. Em entrevista ao LANCE!, Luiz Américo diz que falta pouco para que o vínculo seja oficializado.

“Eu estava buscando trazer uma parceria para Manaus. Surgiu essa oportunidade, através de um amigo, de me indicar para o Fábio. Há um potencial muito grande de fazer bons negócios aqui em Manaus e demonstrei ao Fábio a viabilidade do negócio, que em pouco tempo já haveria um retorno. Eles se mostraram bastante interessados e as coisas evoluíram. Diria que está faltando em torno de 5% para assinar. É uma cláusula do contrato que estamos negociando. Internamente, no clube, já houve a aprovação de forma unânime. A intenção inicial era ter assinado em março, mas a gente mira fechar agora em abril”, comentou Luiz Américo, em seguida destacando a ambição do projeto:

“O que mais seduziu foi a viabilidade do negócio. Aqui temos várias possibilidades em termos de negócios e indústria. Manaus tem mais de 2 milhões de habitantes, tem um estádio grande e novo (Arena da Amazônia). Aqui, um time ganhando, a torcida logo vai abraçar e lotar a Arena. Vai dar retorno e dará para fazer um time competitivo. É um projeto para colocar o Nacional na Série A. É prematuro dizer um prazo, mas quanto antes, melhor”, disse.

Como contrapartida inicial, a Ledman vai enviar atletas da base chinesa para estagiarem no Nacional. Para os próximos anos, o grupo mira investimentos maiores no Brasil, como patrocinar campeonatos. Além disso, a injeção financeira que será feita no Nacional terá revisões ano a ano, conforme as necessidades do clube. Já a BSI, pela transação com o Nacional, terá o direito de indicar atletas para a segunda divisão portuguesa e para o Shenzhen Ledman.

“A China quer se tornar uma potência no futebol. Haverá muitos intercâmbios entre Brasil e China. É um projeto grandioso”, afirmou Luiz Américo.

 Divulgação
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Fonte : Uol Esporte

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