Novo Air√£o

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Novo Air√£o est√° localizada a mais ou menos 200 km de Manaus, agora chegar a cidade ficou muito f√°cil atrav√©s da Ponte Rio Negro, que tamb√©m se tornou um ponto tur√≠stico, eliminando o antigo sistema de balsas e as desgastantes horas de espera nas filas que existia nos finais de semana. Voc√™ tamb√©m pode optar de ir de √īnibus saindo em diversos hor√°rios da rodovi√°ria de Manaus.

Novo Air√£o
Novo Air√£o

Uma das maiores atra√ß√Ķes tur√≠sticas de Novo Air√£o √© o encontro e a intera√ß√£o com os botos (golfinhos da √°gua doce) que aparecem constantemente na margem da cidade e principalmente no flutuante da Dona Marilda. H√° alguns anos, essa senhora e as suas filhas come√ßaram a alimentar os botos que de vez em quando chegavam pr√≥ximo √†s margens do rio, os botos gostaram tanto do agrado que passaram a voltar constantemente. Hoje em dia, v√°rios turistas visitam regularmente Novo Air√£o para alimentar e ver de perto esse animal t√£o lindo e ex√≥tico da fauna amaz√īnica. A entrada no flutuante custa R$10,00 por pessoa.

Al√©m dos botos, Novo Air√£o possui outros atrativos tur√≠sticos como o Parque Nacional de Anavilhanas e o Parque Nacional do Ja√ļ, al√©m do balne√°rio do Mato-Grosso localizado antes da cidade.

Aspectos Históricos

As penetra√ß√Ķes de estrangeiros no Rio Negro come√ßaram em 1645, com a bandeira de Bartolomeu Barreiros de Ata√≠de, que traziam instru√ß√Ķes do Governador Luiz Magalh√£es de descobrir o ‚Äúrio do ouro‚ÄĚ.
H√°, todavia, duas vers√Ķes sobre a origem do primeiro n√ļcleo de povoamento em terras do munic√≠pio de Air√£o, as quais eram habitadas primitivamente pelos √≠ndios Uaimiri, Atroa√≠, Crichan√£, Carabinari e Jauaperi.
A primeira vers√£o diz que numa das bandeiras dos Jesu√≠tas, sa√≠das do Maranh√£o, a primeira em 1657 e a segunda no ano seguinte, foi fundada a ‚Äúmiss√£o dos Tarum√£s, que, depois de passar por v√°rios incidentes transmudou-se na miss√£o da Foz do Ja√ļ, sob a prote√ß√£o de Santo Elias‚ÄĚ.

A segunda vers√£o informa que Pedro da Costa Favela, no comando de uma tropa de resgate e o Frei Teod√≥sio da Veiga, da ordem dos Merc√™s, vieram ao Rio Negro guiados pelos Aroquis que habitavam o rio Urubu e fundaram em 1668, nas proximidades do riacho Aruim, uma povoa√ß√£o que anos depois, foi transferida para a Foz do Rio Ja√ļ, com a denomina√ß√£o de Santo Elias do Ja√ļ.

Como se v√™, ambas as vers√Ķes, d√£o como o primeiro n√ļcleo do povoamento a Miss√£o de Santo Elias do Ja√ļ. Divergem, no entanto, quanto √† primitiva localiza√ß√£o e sobre a data da funda√ß√£o.
Tudo indica que haja sido a miss√£o ou a aldeia de Santo Elias do Ja√ļ o segundo ou terceiro n√ļcleo de povoamento organizado pelos portugueses em terras amazonenses.

Em 1759, a aldeia de Santo Elias do Ja√ļ foi elevada √† categoria de Lugar, com a denomina√ß√£o de Air√£o, por Joaquim de Melo P√≥voas, primeiro Governador da Capitania de S√£o Jos√© do Rio Negro.

A denomina√ß√£o de Ja√ļ originava-se do rio do mesmo nome, pr√≥ximo a cuja foz est√° situada a localidade; a de Air√£o foi aplicada em observ√Ęncia √† pol√≠tica iniciada por Mendon√ßa Furtado de dar √†s povoa√ß√Ķes amazonenses nomes portugueses. Assim, aconteceu, tamb√©m, por exemplo, com as aldeias de Abacaxis (atual Itacoatiara) e Sarac√°, que na mesma √©poca passaram a denominar-se Serpa e Silves, respectivamente.

Em 1833, quando da criação da Comarca do Alto Amazonas, figura Airão, como Freguesia ou Colégio Eleitoral pertencente ao Termo de Manaus.

A Lei Provincial n¬ļ 92, de 06 de novembro de 1858, reduziu o n√ļmero de freguesias da Prov√≠ncia, excluindo alguns, dentre eles a de Air√£o.

Permaneceu Air√£o mais de um s√©culo sem nenhuma altera√ß√£o em sua hist√≥ria e sem, tamb√©m, apresentar quase nenhum progresso, quando em 1938, foi transformada em sede de distrito do mesmo nome, integrada no munic√≠pio de Manaus pela Lei Estadual n¬ļ 96, o distrito de Air√£o √© desmembrado de Manaus, passando a constituir o munic√≠pio Aut√īnomo de Novo Air√£o e sendo sua sede elevada √† categoria de Cidade.
Em 10.12.1981, pela Emenda Constitucional n¬ļ 12, Novo Air√£o perde partes de seu territ√≥rio em favor dos novos munic√≠pios de Moura e Presidente Figueiredo.

Limites

  • Munic√≠pio de Presidente Figueiredo
  • Munic√≠pio de Manaus
  • Munic√≠pio de Iranduba
  • Munic√≠pio de Manacapuru
  • Munic√≠pio de Caapiranga
  • Munic√≠pio de Codaj√°s
  • Munic√≠pio de Barcelos
  • Estado de Roraima

Localiza√ß√£o: 7¬ļ Sub-Regi√£o ‚Äď Regi√£o do Rio Negro ‚Äď Solim√Ķes

Altitude: 40 m acima do nível do mar.

√Ārea Territorial: 38.706 Km¬≤

Temperatura M√©dia: 26¬ļ C

Acesso: Via Fluvial
Via Terrestre

Dist√Ęncia

  • Em linha reta entre Novo Air√£o e a Capital do Estado, 115 Km.
  • Por via fluvial entre Novo Air√£o e a Capital do Estado, 143 Km. (8h)
  • Por via terrestre entre Novo Air√£o e a Capital do Estado, 180 Km. (5h)

Atividades Econ√īmicas

  • Setor Prim√°rio

Agricultura: incipiente, com predomin√Ęncia para as culturas tempor√°rias onde destacam-se a mandioca, vindo a seguir arroz, feij√£o, cana-de-a√ß√ļcar, malva e sorva. Dentre as culturas permanentes destacam-se mam√£o, abacate, laranja, tangerina, lim√£o, cupua√ßu, graviola, cacau, coco, tucum√£, melancia e pupunha.
Pecu√°ria: com a cria√ß√£o de bovinos e su√≠nos, mas n√£o possui representatividade na forma√ß√£o econ√īmica do setor.
Pesca: é praticada em escala relativamente grande, dentre as espécies existentes destacam-se: jaraqui, tucunaré e o pirarucu, tartaruga e jacaré.
Avicultura: resume-se ao criatório doméstico de galinhas, cuja produção é voltada para o consumo familiar.
Extrativismo Vegetal: mantém o setor primário e se processa através da exploração de seringa, madeira, sorva e castanha, abundantes na região. Merecem citação também as gomas não elásticas.

  • Setor Secund√°rio

Ind√ļstrias: estaleiros, serrarias, olaria e padarias.

  • Setor Terci√°rio

РComércio: varejista e atacadistas
– Servi√ßo: hotel e pens√Ķes.

Eventos

  • Festejos de Santo √āngelo – Padroeiro da Cidade (27.04 √† 25.05)
  • Festival de M√ļsica Popular Air√£oense (29 √† 30 de agosto)
  • Festival do Peixe-Boi (√ļltimo final de semana do m√™s de outubro)
  • Festival de Ver√£o (17 de novembro)
  • Anivers√°rio do Munic√≠pio (19 de dezembro)
  • Festa de S√£o Sebasti√£o (19 de janeiro)
  • Festa de S√£o Pedro (29 de junho)
  • Festival da Can√ß√£o (julho – data m√≥vel).
  • Festival Ecol√≥gico (data m√≥vel)
  • Festa do Peixe-boi outubro (data m√≥vel).
  • Festival Folcl√≥rico (junho)

Riquezas Naturais

‚ÄĘ A flora, embora n√£o t√£o rica como na maioria dos munic√≠pios amazonenses, destacam-se: seringueira (hevea brasiliensis) e castanha-do-par√° (Bertholletia excelsa). A sua fauna tamb√©m √© relativamente importante, principalmente a aqu√°tica, com peixes de v√°rias esp√©cies, destacando-se o pirarucu (podocnemis expensa); e quel√īnios, como tartarugas (Podocnemis unifilis) e tracaj√°s.

Atrativos Turísticos

  • Como atrativos tur√≠sticos naturais destacam-se os rios: Negro, Ja√ļ, Jauaperi, Carabinani; os lagos e Igarap√©s: constituem op√ß√Ķes de lazer habituais, nas modalidades de passeios e piqueniques; cachoeira: no Rio Carabinani e Forma√ß√£o de Rochosas da Fazendinha; praias: Praia Grande e do Meio.
  • Como atrativo cultural hist√≥rico, Novo Air√£o apresenta sua antiga sede administrativa referida como velho Air√£o ou Air√£o velho, encontram-se ru√≠nas do final do s√©culo XIX e um constru√ß√£o religiosa , em pedra, dedicada a Santo Elias do Ja√ļ.

 

Recomendo a visita nesses 2 links a seguir : Conhecendo Novo Air√£o e Conhecendo Novo Air√£o parte 2

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