O caso do ‘Monstro da Colina’ : O assassino confesso, estuprou, esquartejou, jogou as partes dentro de uma fossa e ainda foi no enterro

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O caso do ‘Monstro da Colina’, é um dos mais brutais assassinatos acontecido em Manaus. O crime ocorreu na década de 70 na Rua 5 de Setembro, bairro de São Raimundo, zona Oeste de Manaus.

Para ser mais preciso, o crime ocorreu em 14 de novembro de 1976, ou seja, há mais de 4 décadas. O crime abalou o bairro de São Raimundo no qual um menor de 14 anos, chamado Carlos Andrade de Oliveira que foi morto com requintes de crueldade. O assassino confesso, estuprou, esquartejou o garoto e jogou as partes do corpo dentro de um vaso sanitário, além disso, o assassino ainda compareceu ao enterro do menino.

O autor de tal brutalidade, foi identificado depois como um suposto homossexual e seu nome era Wallace Barreto de Oliveira, de 19 anos, que depois do crime passou a ser chamado de “Monstro da Colina”. O crime aconteceu no bairro do São Raimundo, nas proximidades do estádio da Colina.

Wallace Barreto de Oliveira, de 19 anos, que depois do crime passou a ser chamado de “Monstro da Colina”. / Divulgação
Wallace Barreto de Oliveira, de 19 anos, que depois do crime passou a ser chamado de “Monstro da Colina”. / Divulgação
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Rosalvo Reis, no texto Os “monstros” da cidade, publicado em 26 de junho de 1977, afirma que Wallace Barreto, homossexual, estava apaixonado e tentava induzir Carlos Andrade de Oliveira ao mundo do crime. Carlos passou a evitar qualquer forma de contato com Wallace. Enfurecido e com ciúmes, este arquitetou sua vingança:

Na madrugada de 14 de novembro, Wallace invadiu a residência de Carlos, invadindo seu quarto. Os pais do menor, no momento, estavam ausentes. Estuprando o menor, Wallace, com uma faca, lhe fez novas propostas. Carlos, novamente, recusou todas. Wallace lhe golpeou mortalmente com uma facada na nuca. Depois, lhe estripou e decepou seu pênis, eliminando o cadáver em uma fossa na parte de trás da casa.

Capturado pelos familiares de sua vítima, passou por um longo processo judicial, com duração de pouco mais de quatro anos, sendo condenado a 23 anos de prisão. Deu depoimentos, mas começou a afirmar que não matou o menor, sendo responsáveis pelo crime membros de uma quadrilha de traficantes de drogas, que também vitimou três taxistas, no caso conhecido como “Varadouro da Morte”.

Um mês após a condenação, segundo consta no Jornal do Comércio de 29 de julho de 1980, escapou da penitenciária em 28 de julho de 1980, junto de seu companheiro, o arrombador Admilton Silva Pereira, atravessando a Praça 14 de Janeiro. A notícia de sua fuga causou pânico na cidade, com a polícia alertando sobre o grau de periculosidade desse fugitivo.

Wallace foi recapturado em 01 de agosto de 1980, no bairro de Santo Agostinho, junto de seu companheiro e também fugitivo Admilton Silva Pereira. Ambos confessaram à polícia que pagaram agentes penitenciários para terem a fuga facilitada.

Classificado como “doente” mental, recebeu a liberdade condicional, passando a trabalhar no Tribunal do Júri Popular, de onde empreendeu nova fuga em 1984. Sem dinheiro, passou praticar assaltos, roubando uma máquina de datilografia da SECOM (Secretaria de Comunicação), no Aleixo. Foi recapturado com mais 17 criminosos. Tentou alegar sua doença mental, mas novos exames médicos atestavam que ele era um indivíduo são. Em 1985, fugiu outra vez da Penitenciária, formando uma gangue de menores que arrombou o Palácio da Justiça.

Capturado e levado para a Penitenciária Agrícola Anísio Jobim, passou a mostrar bom comportamento, recebendo um indulto do presidente da República no dia 01 de abril de 1985. Foi preso novamente em 1986, acusado de roubo. Já estava com 29 anos. Que fim levou o Monstro da Colina? Parou de ser noticiado em 1986. Se estiver vivo, está hoje com 60 anos. Quem tiver algo a acrescentar sobre o crime, o paradeiro do assassino, outras versões, pode ficar a vontade…

FONTES:

Jornal do Comércio, anos 1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1984, 1985 e 1986.
Blog da Floresta

IMAGEM: Wallace Barreto de Oliveira, o Monstro da Colina. Jornal do Comércio, 1976.

Texto: Fábio Augusto de C. Pedrosa e Marcus Pessoa

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