O guerreiro Ajuricaba do povo indígena manaós

1989

O guerreiro Ajuricaba habitava nas terras dos Mana√≥s, uma tribo ind√≠gena que habitava a regi√£o entre a cidade de Manaus, capital do Amazonas e Manacapuru, munic√≠pio do outro lado do Rio Negro. Quando da chegada dos invasores portugueses, chamados de colonizadores, encontrou nesta terra essa tribo que se identificava como Mana√≥s e que em sua l√≠ngua significava ‚ÄúM√£e de Deus‚ÄĚ e deu origem ao nome atual, Manaus.

Essa tribo também como os Botocudos do Espírito Santo, foram consideradas pelos portugueses como índios orgulhosos e aguerridos pelos brancos invasores. Estes por sua vez, usando de persuasão, enganavam os Manaós e tentaram até através de casamentos de brancos com índios desta tribo, uma estratégia de ligar-se a eles e assim apaziguar os conflitos, mas um índio chamado Ajuricaba, um dos líderes dos Manaós, desconfiou desta aliança íntima dos cunhados brancos, percebendo a má intenção por parte deles e, tinha razão em sua desconfiança, pois os portugueses que se aproximavam dos índios, buscavam conhecer seus líderes para depois prendê-los que eram enviados para Belém, para serem vendidos como escravos.

Ajuricaba conseguiu congregar diversas tribos locais e passou a combater o domínio dos portugueses sobre o seu povo, organizando um sistema de combate nos rios e lagos, dificultando com isso, o deslocamento das tropas portuguesas.

Após quatro investidas, frustradas contra Ajuricaba e seus guerreiros, os portugueses matam o filho de Ajuricaba e este com ódio, lança-se entre os inimigos e lhes causam grandes perdas, um grupo de soldados portugueses o cercaram e o capturaram, sendo preso e amarrado com ferros nos pés e mãos.

Ao ser levado para Bel√©m para ser julgado e possivelmente condenado a morte, ajudado pelos seus guerreiros que os portugueses tinham capturados, cerca de dois mil, tentam tomar o comando do navio e enfrentaram a tropa de Paes de Amaral Belchior, depois de muito sangue derramado, o levante ind√≠gena foi dominado e Ajuricaba ainda amarrado em grilh√Ķes para n√£o se sujeitar as humilha√ß√Ķes dos portugueses invasores, diante dos inimigos gritou na sua l√≠ngua ind√≠gena, ‚Äė‚ÄôEsta terra √© minha, essa terra √© nossa‚Äô‚Äôe lan√ßou-se nas √°guas dos rios, Negro e Solim√Ķes no local conhecido como Encontro das √°guas, perecendo no encontro dos dois grandes rios. Gerando uma grande insatisfa√ß√£o aos inimigos portugueses que derrotado por ele diversas vezes, queria fazer de exemplo com a morte atrav√©s da forca, um exemplo as outras tribos que quisessem se rebelar contra o dom√≠nio lusitano em terras dos primeiro habitantes deste Pa√≠s.

Infelizmente n√£o existe em Manaus nos tempos atuais, nenhuma refer√™ncia desta hist√≥ria de um bravo guerreiro ind√≠gena, que preferiu se jogar ao rio acorrentado, a ser morto pelo inimigo existindo apenas nomes de ruas e Conjuntos residenciais com este nome. At√© um cemit√©rio ind√≠gena que existia no centro da cidade foi destru√≠do e no lugar foi constru√≠da uma Pra√ßa na frente ao palacete Rio Branco que at√© bem pouco tempo atr√°s era a sede do poder Legislativo do Estado do Amazonas, ao constru√≠rem um pr√©dio anexo, foi encontrado um grande n√ļmero de urnas e t√ļmulos ind√≠genas. Preocupados com a repercuss√£o do achado, os deputados mudaram a sede do Legislativo para outro local, sem criar uma lei onde houvesse refer√™ncia indicando o historio passado dos Mana√≥s e do grande guerreiro Ajuricaba que queiram ou n√£o, tamb√©m fazem parte da hist√≥ria de Manaus e do Amazonas.

O guerreiro Ajuricaba do povo indígena manaós
O guerreiro Ajuricaba do povo indígena manaós

Coment√°rios

Receba nossas atualizações no seu e-mail: