O Museu do Homem do Norte

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A entrada é franca pra população: o Museu do Homem do Norte (MUHNO), que há 27 anos aborda os aspectos do homem amazônico e suas relações com a natureza, cultura e política. Agora, sob administração do Governo do Amazonas, através da Secretaria de Estado da Cultura, o espaço está aberto a visitações no Centro Cultural dos Povos da Amazônia – CCPA, de segunda a sexta das 9h às 17h.

Museu do Homem do norte
Museu do Homem do norte

O Museu do Homem do Norte foi inaugurado em 13 de março de 1985, em Manaus, pela Fundação Joaquim Nabuco. Em julho de 2006, foi passado à Prefeitura de Manaus por contrato de comodato. Em agosto de 2010, o Governo do Estado manifestou interesse em assumi-lo, ao tomar conhecimento que o acervo voltaria para Fundação Joaquim Nabuco, em Pernambuco. Então foi montada uma comissão para conferência do acervo e a partir daí teve início a tramitação legal para a mudança do acervo da Prefeitura para o Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura. Atualmente, integra o Centro Cultural dos Povos da Amazônia.

Povos da Amazônia
Povos da Amazônia

“Por determinação do Governador Omar Aziz, a Secretaria de Cultura interviu junto à Fundação Joaquim Nabuco para que o acervo do Museu do Homem não voltasse para Pernambuco. O Amazonas não poderia perder uma coleção como esta, que tanto nos revela sobre a identidade do povo amazônico. Hoje, o Museu está integrado ao Centro Cultural dos Povos da Amazônia, espaço mais que adequado para receber uma coleção de importância como esta”, afirma Robério Braga, Secretário de Cultura.

A ida ao Museu fará com que o público identifique inúmeras peculiaridades do estilo de vida e costumes do homem do norte, do caboclo ao indígena. O acervo apresenta aproximadamente 2.000 peças. “Procuramos percorrer o traçado da antiga exposição sob a ótica dos novos discursos e realidades, usando o acervo original, acrescido de algumas peças do patrimônio do CCPA”, comentou a museóloga e curadora, Veralúcia Ferreira.

O Museu está divido em quatro ambientes. O primeiro conduz o visitante ao reconhecimento da região norte, da descrição dos estados à exibição de peças arqueológicas. São itens como vasos, utensílios, etc. que remontam a expressão da população nortista desde seus primórdios. No segundo, ganham destaque detalhes da cultura indígena: alguns dos rituais, como é o caso do “Reahu” (vida-morte-vida) da tribo Yanomami, são explicados. Além da exposição de adereços, vestimentas e objetos indígenas, o público poderá usufruir da utilização de recursos multimídia (vídeos e CD´s), para ter acesso a outros elementos do imaginário amazônico: o canto dos passados, músicas de rituais, etc.

Um dos destaques desta remontagem é a inserção de recursos que promovem a acessibilidade de pessoas com deficiência visual. “Com a orientação dos monitores, eles poderão conhecer todos os setores expositivos, desde o contato com peças arqueológicas, indígenas, da cultura popular, até itens da gastronomia e dos cheiros e perfumes da floresta”, destacou a museóloga.

O terceiro ambiente foi destinado à manifestação artística indígena, através da arte plumária. Ganham destaque a arte em penas de alguns grupos indígenas: Bororos, Xavantes, Jurunas, Kaiapós, Tukano e Karajás. No último momento é exposta a cultura contemporânea do homem do norte: as manifestações populares, a cultura, a tradição, o modo de vida caboclo expostos em detalhes, de festividades religiosas, como é o caso do Círio de Nazaré, de Belém do Pará, a festejos folclórico-culturais como é o caso do Boi Bumbá, de Parintins.

Integrando o percurso, os visitantes também podem ter acesso à área de exposição ao ar livre do CCPA: conhecer o Barracão da tecnologia do Guaraná, a Casa de Farinha, o Tapiri de Defumação da Borracha, a ambientação de uma Casa de Caboclo e a do Xabono Yanomami e a Maloca Aruak, onde serão recepcionados por Miguel, índio da etnia Tukano.

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