Para evitar derrota, base governista foge do plenário durante votação da LOA

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Uma cena lamentável foi vista na Assembleia Legislativa na tarde desta quarta-feira (20), quando 12 deputados estaduais da base governista se retiraram do plenário durante a votação do orçamento do Estado para o exercício de 2018.

A debandada, liderada pelo deputado peemedebista, Vicente Lopes, fez com que os parlamentares saíssem do plenário após os destaques feitos coletivamente serem aprovados e determinarem que o Governo conceda a quarta parcela do escalonamento da Polícia Civil, a promoção da Polícia Militar e o auxílio fardamento. O ponto de discórdia foi o voto de minerva (voto de desempate) realizado por David Almeida após a votação terminar empatada em 12 a 12.

David Almeida / FOTO: DHYEIZO LEMOS

“A Assembleia sempre foi controlada pelo governo, aprovava-se tudo. Hoje tem que haver discussão, entendimento. Isso é salutar para democracia. Nós votamos 16 matérias e eu, mesmo não apoiando o Governo, votei favorável em 14. Só que na apreciação de uma das matérias, a bancada governista não aceitou o posicionamento do plenário, em que houve um empate em 12 a 12 e eu dei o voto de minerva. Eles não gostaram e em protesto se retiraram do plenário, porém, ao se retirar essa matéria já estava aprovada”, disse.

“De acordo com o regimento, é necessário ter 13 deputados em plenário, como só tinham 12 eu encerrei a votação”, explicou que teve que encerrar a sessão por falta de quórum.

Recesso só após a votação

David Almeida informou ainda que o recesso parlamentar só acontecerá após a Casa votar o orçamento do Estado, bem por isso, pediu a compreensão dos parlamentares.

“Se não for votado o orçamento, os deputados não saem de recesso. Eu não tenho viagem marcada eu fico aqui o tempo que for necessário. As férias só iniciam após a votação do orçamento, afirmou.

Perguntado se houve um atropelo do regimento interno da Casa durante a votação, o Presidente deixou claro que usou o bom senso.

“O regimento interno não especifica quem tem o voto de desempate, então eu usei o bom senso. Em todos os colegiados quando tem empate o presidente é quem decide. Assim fiz”, falou.

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