Home Notícias Polícia Pastor torturava esposa e transmitia a agressão pela internet. Após preso, ele negou.

Pastor torturava esposa e transmitia a agressão pela internet. Após preso, ele negou.

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O pastor evangélico Jesus Gorgs, de 40 anos, foi preso em Campo Grande (MS) nesta quinta-feira (12) após torturar e fazer a esposa de refém durante 12 horas. O homem transmitiu as agressões ao vivo pela internet.

Vizinhos e colegas viram o vídeo e acionaram a polícia. O boletim de ocorrência revela que o pastor vinha ameaçando Sandra e um fiel da igreja, acusando os dois de terem uma relação extraconjugal.

A polícia tentou fazer com que o homem libertasse a mulher, mas ele ameaçou furar os olhos dela com um tesoura e matá-la caso os policiais se aproximassem.

Foto: Montagem/Pragmatismo Político
Foto: Montagem/Pragmatismo Político

A rua onde o que crime ocorreu foi interditada. Policiais do Batalhão de Choque, Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Grupo de Operações e Investigações (GOI), além do Corpo de Bombeiros, estiveram no local negociando a rendição.

Depois de horas de negociações, o pastor se entregou e liberou a companheira. A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros com hematomas.

Jesus Gorgs e Sandra se casaram em 2015. Vídeo de trecho da cerimônia está disponível na internet:

Violência contra a mulher

No Brasil, 13 mulheres são mortas por dia. No total, 4,8 em cada 100 mil mulheres morrem por violência doméstica – essa taxa coloca o Brasil em quinto lugar no ranking de violência doméstica criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A cada 1 hora e meia, uma mulher morre no Brasil por causas violentas – e, nesse cenário, o marido ou namorado é responsável por mais de 80% dos casos. Os dados são de pesquisas do Ipea, Mapa da Violência e do SESC.

A denúncia de violência doméstica pode ser feita em qualquer delegacia, com o registro de um boletim de ocorrência, ou pela Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), serviço da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Vale lembrar: a denúncia é anônima e gratuita, disponível 24 horas, em todo o país.

Para proteger e ajudar as mulheres a entenderem quais são seus direitos, em 2014, a Secretaria lançou um aplicativo para celular (Clique 180) que traz diversas informações importantes, como os tópicos da Lei Maria da Penha.

O Código Penal estipula a pena de reclusão de 12 a 30 anos para o homicídio contra a mulher por razões da condição de sexo feminino (feminicídio).

 

Fonte : Diário do Centro do Mundo

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