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Pesquisa do Butantan antecipa vacinação em Manaus para entender como a vacina reduz casos graves em pessoas com comorbidade

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Comprometido com a saúde de todos os brasileiros e solidário com a situação da pandemia no Amazonas, o Instituto Butantan enviará, a partir desta quinta (18), 10.156 doses da vacina contra a Covid-19 a Manaus a fim de iniciar um estudo clínico sobre o efeito da imunização em pessoas com comorbidades. Com esse objetivo, profissionais de educação e da segurança pública da rede estadual lotados na capital amazonense, com idade entre 18 e 49 anos, serão vacinados antecipadamente e acompanhados pela equipe de pesquisa.

Pesquisa do Butantan antecipa vacinação em Manaus para entender como a vacina reduz casos graves em pessoas com comorbidade

“O estudo clínico será importantíssimo para responder perguntas científicas que serão válidas para o mundo inteiro sobre o efeito da vacina em pessoas que têm comorbidade”, explicou o diretor-presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas. “Serão selecionados professores e agentes de segurança pública de 18 a 49 anos e será avaliado como essa população se comporta após receber a vacina.” O estudo é uma parceria do Butantan com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o governo do Amazonas, a Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas.

Vão participar da pesquisa clínica 10 mil moradores de Manaus: 5 mil vão receber a vacina que está sendo enviada agora, sendo que quem tiver comorbidade comprovada por meio de laudo médico terá sua imunização antecipada; os outros 5 mil farão parte do grupo controle, e serão vacinados de acordo com o plano de imunização do município. Ambas populações serão acompanhadas pela equipe de pesquisa por meio de exames sorológicos.

O objetivo do estudo é identificar se a aplicação da vacina em pessoas que possuem comorbidades vai ter impacto na redução dos casos graves da doença. Manaus oferece um cenário relevante para a pesquisa porque na cidade predomina a variante P.1 do novo coronavírus, que tem transmissibilidade maior do que a cepa original.

A pesquisa vai ser realizada na Escola Normal Superior da UEA. Poderão participar servidores efetivos da UEA, da Secretaria de Educação e Desporto e da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, incluindo policiais militares, civis, bombeiros e funcionários do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

As doses da vacina do Butantan a serem utilizadas no estudo foram doadas pelo Instituto e são exclusivas para pesquisa clínica – ou seja, não fazem parte do total de vacinas a serem fornecidas ao Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

Quem quiser participar da pesquisa deve acessar o site www.ipccb.org/covacmanaus, preencher o formulário de cadastro e aceitar o termo de consentimento.

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