Pimenta Jiquitaia Baniwa

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Quem ai ja ouviu falar da pimenta em pó Рjiquitaia Рfeita pelos índios baniwa de São Gabriel da Cachoeira? Ela é ótima! Vocês têm que experimentá-la.  Ouvi dizer que ela faz o caboco chorar de tão pimentosa que é! Segundo relatos da Dinara Lima (curtidora da nossa página) essa pimenta é muito saborosa. não é muito ardida e deixa as comidas muito legais principalmente carnes vermelhas , como picanha.

A jiquitaia √© a pimenta em p√≥ feita, em geral, a partir de frutos da esp√©cie Capsicum florescens. √Č patrim√īnio gastron√īmico de 15 mil √≠ndios baniwa, distribu√≠dos em 200 comunidades, entre o Brasil e a Col√īmbia.

Pimenta Baniwa
Pimenta Baniwa

Toda índia baniwa tem um jeito de preparar jiquitaia que é só dela. Aprendeu com a mãe, a avó, e carrega para a casa do marido, como seu maior dote, os segredos de família para o preparo do pó dessa pimenta nativa da bacia do alto Rio Negro. Trata-se de um importante passo para a valorização dos produtos nativos, na qual a jiquitaia desempenha papel agregador.

Pimenta Baniwa
Pimenta Jiquitaia produzido pelas indias Baniwa

 

As pimentas s√£o um dos temperos mais vendidos e consumidos mundialmente. No entanto, n√£o foi o potencial econ√īmico que despertou a aten√ß√£o das mulheres da etnia Baniwa para as possibilidades da comercializa√ß√£o do produto. Elas apenas querem colocar no mercado o resultado do trabalho que elas desenvolvem com as pimentas na aldeia. N√£o vai demorar muito para que isso realmente se torne uma realidade.

Hoje, após oito anos da decisão tomada pela Organização Indígena da Bacia do Içana (OIBI), já se sabe a existência de pelo menos 60 variedades de pimentas cultivadas em uma extensão de aproximadamente 300 km² na comunidade, localizada em São Gabriel da Cachoeira (distante 852 km de Manaus). Entre elas, a pimenta seca em pó (Jiquitaia), que será comercializada sob o rótulo de produto de valor cultural e ambiental.

O projeto ‚ÄúPimentas na Bacia do I√ßana-Ayari: bases para a sustentabilidade de produ√ß√£o e comercializa√ß√£o‚ÄĚ, tamb√©m √© desenvolvido no munic√≠pio de S√£o Gabriel da Cachoeira (distante 852 km de Manaus). O projeto √© coordenado pelo pesquisador do Instituto Socioambiental (ISA), Adeilson Lopes da Silva, que identifica, monitora e descreve a diversidade de pimentas que os ind√≠genas manejam e agora desejam colocar na mesa dos consumidores.

Pimenta Baniwa
Mulheres querem colocar no mercado trabalho indígena (Foto: Divulgação)

O estudo beneficia não apenas a comunidade baniwa, mas também a coripaco, pois foi possível ampliar a capacidade de comunicação com diferentes tipos de parceiros interessados no processo de comercialização da jiquitaia.

O projeto √© coordenado pelo pesquisador do Instituto Socioambiental (ISA), Adeilson Lopes da Silva, que identifica, monitora e descreve a diversidade de pimentas que os ind√≠genas manejam e agora desejam colocar na mesa dos consumidores. Segundo ele, com a jiquitaia pode ocorrer o mesmo que ocorre com o caf√©: ‚Äúa forma√ß√£o dos consumidores para uma ampla gama de sabores e aromas‚ÄĚ, enfatizou Silva.

Fonte: Fapeam e Estadao

Pimenta Baniwa
Pimenta Baniwa pode ser encontrada na Galeria Amaz√īnica, no Largo S√£o Sebasti√£o

 

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